quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Maldita juventude

Eles não ligam pra nada:
Não se importam com revoluções.
Não dão trela às informações.
A cada dia que passa, deparam-se com um mundo mais difícil de viver: cercado por guerras, lutas desnecessárias e um planeta corroído pela atividade humana. E não se importam com isso. Nenhuma de suas ações refletem a consciência: não leêm sobre o assunto, não manifestam opiniões, não abrem a boca pra falar disso e nem mesmo para mover o corpo para uma suposta ação voluntária.
Pelas noites das cidades, eles riem. Caminham dentro de casas noturnas, tomando copos de álcool para aliviar um estresse inexistente e dissipar a timidez. A cada passo dado, uma nova ideia fútil aos ouvidos. Homens e mulheres, rendam-se a seus beijos desesperados, suas mãos bobas ávidas por toques brutos que não trazem prazer. Rendam-se à falta de conteúdo de seus cérebros, ao comportamento troglodita que rondam seus seres.
Venha para cama: desfrute de um momento do mais puro sexo mal feito. Não se importe com os beijos e os toques superficiais que virão. Apenas quero me divertir com seu corpo, sem me preocupar em satisfazer-te. Quero contar vantagem aos meus amigos fúteis, falar com eles quantas pessoas comi. Adoro a forma como seus olhos brilham de admiração.
As músicas tocam no rádio do carro. Estendem as baladas noturnas que frequentam. Batuques repetitivos, letras descabidas, que só servem para movimentar. Quem se importa com a trilha sonora? Danças mecânicas envolvem o momento. Deixe que envolva você também...
Livros criam poeira em cima da estante. Por quê deveria me importar com o conteúdo? Tudo o que importa é a beleza superficial que envolve os seres. Mal posso acreditar que existam pessoas que se comovem com letras, artes pintadas e esculpidas, danças elaboradas. Isso realmente não faz diferença...

Não sabem o que é apreciar a arte em suas mais variadas formas.
Não sabem o que é contemplar um quadro, uma escultura, artigos históricos e modernos expostos.
Não sabem o valor de sentar em um lugar qualquer para deixar as palavras entrarem. Leituras desnecessárias, paisagens e cenas criadas no imaginário descartadas como lixo.
Não conhecem a beleza da boa música. A leveza ou o peso que possuem os instrumentos, a dificuldade de realmente cantar, gritar. A composição de palavras cantadas, o processo de suas criações.
Não conhecem o prazer de lutar pelos ideias. Só sabem receber suas vontades em uma bandeja de prata. Dinheiro no bolso dado pelos pais com a maior facilidade. Tudo se concede.
Não encaram a beleza dos olhos, dos traços. Aquilo que está oculto, no mistério, não lhes despertam interesse. Só querem aquilo que está exposto, arreganhado como objetos fúteis de desejo.
Não sabem o que é o erotismo. Como fazê-lo.
Só sabem o superficial do foder.

Eu declaro guerra à maldita juventude contemporânea.
Aos objetos superficiais e alienados.

Ao imbecis e delinquentes.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Tempestade

Dor, consigo ouvir o seu chamado.
Escuto seus sussurros em meus ouvidos à beira da cama, antes de dormir.
Meus pensamentos vagam sem rumo, numa estrada obscura
Que no final, sempre me leva até você.
Tento me distrair quando seu chamado clama por meu nome
Ao mesmo tempo que sinto prazer em sentir seus efeitos pelo meu corpo.

Minha mente já não descansa em paz: trabalha incansavelmente para se distrair.
Pela janela, escuto ventos soprarem forte, atravessando as frestas para causarem frio.
Raios cortam o céu violentamente, assustando-me.
O barulho intenso da chuva bate contra todas as paredes que servem como seus obstáculos.

Dor e tempestade caminham juntas.
Envolvem-se numa bela dança sincronizada, quase formamdo um romance.
Que tormento assistir essa dança!
Temo chegar a ser uma das protagonistas desse espetáculo cuja plateia reza para ir embora.
Temo que a tempestade invada meu ser, entre na minha casa para levar-me de meus sonhos.

Mas então, a esperança bate em minha porta.
Conforta-me como um anjo, desalinhando meus cabelos para me consolar.
O chamado da dor está quase inaudível, enquanto o barulho da tempestade logo torna-se uma tranquila canção de ninar.
O cheiro da chuva logo se torna agradável, bem como o barulho se torna suportável.

Sei que os raios hão de cessar.
Sei que o medo há de se dissipar.

E sei, acima de tudo, que a tempestade passará.
E logo o sol brilhará. Sorrindo.

O canto do pardal

Os ventos sopram em todas as direções.
Guiam a liberdade, que sobe, desce e voa em círculos.
As folhas das árvores cercam prédios urbanos, criam uma atmosfera tranquila que contrasta com o caos.
Assovios cortam o ar, reproduzindo as mais belas melodias.
E que alegria ouvi-lo cantar! Sua música sempre servindo de trilha sonora para todos os cenários.
Ele banha-se com a água da chuva, bebe das gotas que caem das nuvens.
Ele se alegra em sobrevoar o arco-íris que corta o arranha céu.
Ele brilha como um raio de sol em um dia de verão.

Nota-se que o canto do pardal invade a cidade para criar vínculos amigos
Para transpassar janelas e alegrar corações melancólicos
Para embalar crianças no leito, fazendo-as dormir.

Então:
Cante como um pardal.
Viva livre como um pequeno pássaro, ainda que lhe falte asas para isso.
Pinte-as com aquarela, voe em seus sonhos e não deixe que a alegria cesse em sua alma.

Clave de sol em asas abertas.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

SWU!!!!

Demorei um tempo pra tomar vergonha na cara e registrar aqui tudo o que se passou na insana viagem a Itu entre os dias 8 e 12 de outubro. O que aconteceu nessa cidade dentro desse período só não sabe quem é um completo aliado e não soube nada do evento histórico que marcou a cidade, o Estado e teve repercussão internacional.

Vamos aos registros...

Dia 8/10 - A partida.

Demorei um tempo pra conseguir convencer meus pais a viajar sozinha com os amigos. Ter 17 anos e poucos registros de viagens não contribuíram em nada para ajudar a convencê-los. Tive que argumentar muito, me fazer de boazinha sempre fazendo tudo o que eles me pediam e até escrever uma carta extensa pra eles. Passado o perrengue, consegui convencê-los. E no dia 8 de outubro, acordei cedo, preparei as malas e peguei carona com a mãe de uma amiga minha. Ela nos deixou (eu e mais duas mulheres) na casa do namorado de uma delas. Dali, fomos até o mercado, encontramos mais um grupo de amigos, abastecemos o carro com comida e álcool e partimos para uma estrada cuja trilha sonora era feita com guitarras altas, vocais insanos, baixos e baterias alucinantes. Ou seja: o rock!
Chegamos a Indaiatuba na casa de um amigo onde nos hospedaríamos. Fomos recepcionados por uma caseira, super fofa (e que trabalhou pra cacete com a bagunça nada amigável que fizemos) e arrumamos nossos quartos. Ficamos na varanda ouvindo um som, conversando e fazendo bagunça (e Deus me livre de contar os detalhes da bagunça, adolescente realmente não tem juízo!). Chegaram mais amigos, bagunçamos mais ainda com churrasco, som alto, bolinhas de sabão feitas com gumaça de narguilé (sim, isso é possível. E a essa altura do campeonato, quando o álcool domina seu sangue, assoprar as bolinhas pode ser algo incrivelmente divertido, ainda mais quando elas estouram e só fica a fumaça). Jogamos futebol (quase acabamos com a churrasqueira com chutes errados), fizemos uma roda em volta da piscina tocando violão com pop, samba das antigas e muito rock. Gargalhadas de madrugada, pouco sono, casa suja e, finalmente, sono e descanso para o dia seguinte.

9/10 - O primeiro dia
Meu orçamento não permitiu que eu comprasse o ingresso do primeiro dia, então fiquei na casa com um casal de amigos e um outro cara. A galera se preparou depois do café da manhã, fez um esquenta e entrou na van por volta do meio dia. Quem ficou na casa, como eu, ficou pesado de tanto comer, tomou um pouquinho de sol, e tirou uma soneca no meio da tarde. Assistimos alguns filmes e, bem tarde da noite, eis que recebo uma chamada no meu celular com um bando de roqueiros gritando no meu pé do ouvido: Camis, é o melhor dia da minha vida! E eis que, ao fundo, Killing in the name, do Rage Against the Machine contribui para deixar a vibe ainda mais louca. Filhos da puta!
- Relaxa, Camis! Amanhã o dia vai ser melhor. Você vai estar aqui e a gente vai tocar o terror!Tudo bem, não é sempre que se pode ganhar.Eles voltaram três horas da manhã. Se atrasaram por causa do trânsito louco que estava pra sair da Fazenda Maeda. Jantaram e dormiram durante poucas horas pra poder acordar e partir pra mais um dia insano.

10/10 - Segundo (espetacular) dia.

A data! 10/10/10. Que medo... E dizem que tem a ver com o meio ambiente, mas pra mim parece filme de terror. Mas tudo bem... O cenário foi mais insano e divertido do que eu esperava. Café da manhã, arrumação... O segundo dia de SWU deixou a casa vazia: todo mundo foi. Na van, muitas musiquinhas de excursão. Mas, claro, nós inventávamos a nossa.
Mais risadas, besteiras e, quando chegamos, nos deparamos com uma fila quilométrica que pediu um vídeo registrado com a melhor galera do mundo!

E, pasmem, descobrimos que a polícia de ITU tem Twitter!



Então tá, né...
Continuamos com a nossa viagem louca. Lá dentro, me desejaram:
- Camis, seja bem vinda ao SWU!!!
Comi um Temaki de doido... O pessoal organizou muito bem as praças de alimentação. E tinha todas as opções possíveis de comida (fala sério, nunca pensei que ia comer um Temaki no SWU!). Tinha a famosa roda gigante, que girava conforme as pessoas pedalavam nas bicicletas. Na entrada, deram para a gente um bota bituca: você fuma, e joga a bituca do cigarro dentro de um cilindro feito com material reciclado. Achei a ideia fenomenal! E funcionou bem.
Nos preparamos e fomos assistir ao show do Teatro Mágico, seguido por Jota Quest e Capital Inicial. Pulamos como loucos. E, nos intervalos de cada show, uma bendita propaganda da Heineken provocava gritos coletivos das pessoas presentes, tanto em homens quanto em mulheres. Em pensar que fomos algumas das pessoas que contribuíram pra puxar aqueles gritos coletivos no meio da plateia... Dá até orgulho!

Detalhe: depois do comercial, um cara passa bem do lado da gente vendendo Heineken. O coitado deve ter ficado surdo...
Em mais um intervalo, toca Smells Like Teen Spirit, do Nirvana. Só pra aquecer um poucquinho pros shows internacionais. Pulamos e ajoelhamos dando as mãos enquanto cantávamos. Defitivamente, era uma oração!
Depois, surge o Sublime. Um som gostoso, com um público bem receptivo. Os momentos do auge, claro, foram em Santeria e What I Got. Delírio puro, com direito a um pôr do sol que dispensa todos os comentários...



Depois do Sublime, show da Regina Spektor e da Joss Stone. Ambas lindas, carismáticas e que cantam MUITO. Logo depois do show da Joss, permanecemos no mesmo lugar pra conseguir assistir ao show do Kings of Leon. Vimos o excelente Dave Matthews Band pelo telão mesmo.
E quando o Kings of Leon subiu ao palco pra tocar abrindo com Crawl, uma vertigem tomou conta de nós. Gritamos feito loucos quando ouvimos a introdução de Molly's Chambers, seguida por uma platéia insana. Chorei muito em Revelry, me emocionei com On Call, e deliramos em Four Kicks, Sex on Fire e Use Somebody. Vi uma das minhas bandas preferidas de perto. Podia morrer feliz...
Fotos:

















Vídeos:


Na volta pra casa, todo mundo morto na van. Mas quando chegamos, conversamos ainda por um tempo antes de dormir. Escutei até gente falando que já levou esporro em excursão por arrancar pêlos de animal empalhado... Cristo!

11/10 - O último dia (pra fechar com chave de ouro).

Resolvemos acordar um pouco mais tarde, porque pra gente os melhores shows começavam ás 17:00. Achamos que estaríamos sem gás, mas pela bagunça que fizemos na van percebemos que não foi bem assim.
Nos esprememos na pista do Incubus, pois uma de nossas (melhores) amigas queria ficar bem perto pra curtir o som da banda favorita dela. Vimos o show do Avenged pelo telão. E também adorei o que vi: mandaram muito ao vivo. Aproveitei pra conhecer mais da banda. Enceraram o show com a minha favorita: Almost Easy.
O show do Incubus foi bem curto. Acredito que dava pra estender e tocar mais músicas (faltou Dig!). Mesmo assim, a abertura com Megalomaniac deixou todo mundo louco. Vi muitos 'moshs' em Anna Molly. Wish You Were Here e Oil and Water foram perfeitas.
Terminado Incubus, fomos puxados para a pista do Queens of the Stone Age. Ficamos perto e... esmagados! Uma multidão de gente teve a mesma ideia que o nosso grupo, ou seja: saíram às pressas do Incubus pra curtir Queens of the Stone Age de perto. O resultado? Parecia que estávamos dentro de um trem movimentado em São Paulo, no horário de pico. Eu estava tão apertada na galera que meus pés mal encostavam no chão, eu era levada. O bom é que fizemos muitas amizades no aperto, conhecemos irmãos austríacos e até ensinamos os dois a fezerem a brincadeira do peitinho nos outros... Fofíssimo!
O engraçado é que ninguém reclamou das encoxadas... Só em show de rock mesmo... haha.
O aperto fez com que o show atrasasse e um monte de seguranças viesse pra poder aliviar a pista. E foi nesse momento que o público arrancou: SWU, vai tomar no cu! Acho que foi o único momento do festival inteiro que eu ouvi reclamações. Mais por causa do atraso, óbvio.
Mas, quando Josh Homme e companhia subiram ao palco abrindo com Feel Good Hit Of the Summer, tudo o que eu conseguia escutar eram gritos e coros: Nicotine, Valium, Vicodin, Marijuana, Ecstasy and Alcohol... C-C-C-C-C-COCAINE!
É. Toda a espera realmente valeu a pena. O show foi incrível!
Depois de uma magnífica performance de Little Sister, Josh Homme brincou com o público:
"This one everybody knows"
E eis que começa "No One Knows", que nos obrigou a arrastar o melhor bate cabeça de todos os tempos (nenhuma porrada extrema, ninguém machucado, muita curtição).
Depois do Queens of the Stone Age, pausa pra ir no banheiro, tomar água e comer pra voltar com tudo pra pista do Linkin Park. Ainda pegamos um pouco do show do Pixies antes das luzes se apagarem anunciando a entrada da banda mais aguardada da noite. Abertura com as músicas novas, mais um bate cabeça arrastado (dessa vez, quase morremos haha), e muita loucura. Principalmente em Faint, Papercut e One Step Closer (não vi ninguém parado nessas músicas). Creio que o Linkin Park foi a banda que melhor soube distribuir as músicas no decorrer do show: teve os momentos certos das músicas mais pesadas, as mais calmas, as mais psicodélicas, etc. Gostei muito de ouvir When They Come For Me com o Chester dando uma de instrumentista. Waiting fo the End foi uma das mais bonitas, mas o auge do show mesmo foi quando Chester desceu do palco pra cantar a capela de Breaking the Habit de mãos dadas com o público. Vi muitas lágrimas sendo derramadas nessa hora.
O encerramento do show se deu com Bleed it Out, e foi a deixa para que o Dj Tiesto entrasse e encerrasse a noite. Muita gente dançando loucamente na pista. E eu morta nos gramados, cantando In The Dark olhando para o céu estrelado.

Fotos:
AVENGED SEVENFOLD:



INCUBUS:



QUEENS OF THE STONE AGE:



LINKIN PARK:



Vídeos:
http://www.youtube.com/watch?v=s6i04zO42gI

PS: na volta para a van, meu sono estava alto. Escuto, ao meu lado, o barulho de risadas abafadas, com comentários estranhos.
Os autores da risada pedem que o motorista da van aumente o som. Vanessa da Mata solta a voz com Ben Harper na música Boa Sorte.
E o motivo das risadas?
- FÓLI!!! (ou Falling, como preferirem...)
Eles tiveram a capacidade de se lembrar do vídeo abaixo... Não preciso nem dizer que foi o suficiente pra me acordar às gargalhadas. E essa vibe impediu que a gente tivesse mais capacidade de contar o dinheiro pra dar pro motorista da van... Senhor!

VÍDEO:

http://www.youtube.com/watch?v=r8FhqpdGaA0



O dia seguinte foi a despedida da casa. Comemos feito loucos, rimos juntos lembrando de cada momento único vivido naqueles dias e guardamos na memória as melhores lembranças da melhor galera e dos melhores dias de nossas vidas.

E que venha 2011, com mais uma edição, mais essa galera incrível e muita overdose de música boa!










sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A letra V

Quando a noite invadiu a cidade, pensei que não passaria de algo inocente.
Não pensei que cruzaria com olhos confusos atrás de um balcão repleto de bebidas, e do comando de pick-ups noturnas.
Cores que se confundiam entre o azul e o verde denunciavam sua própria natureza.
De indecisões que pairavam em seu ser.
E como me atraí por esses olhos, ainda que deles não saíssem confianças.
Deixei-me invadir por assuntos curtos, antes de voltar para o mesmo lugar.
E então, mais conversas surgiram.
O mundo parou, e não existia mais nada ao meu redor senão ele.
Cativante sorriso, corpo magro que prometia inocência.
Ainda que eu soubesse de parte de seu passado, por um outro alguém.
E me arrisquei.
O carro parado no estacionamento convidava, enquanto as mãos se entrelaçavam pelo caminho.
E então eu brinco, finjo não querer.
Você se confunde, o cenho franzido.
Mas então um beijo sela a noite, convidando a descobertas por trás de tudo.
A intensidade daquilo me consome. E eu me entrego por completo à filosofia de fazer o que quero, como se o mundo fosse acabar no dia seguinte.
Só não celamos atos pelo contraditório: meu olhar insinuante não complementa o corpo intocado.
E então, as conversas se estendem. Passamos ao mais do que amigos.
No apartamento, as roupas se misturam ao chão, corrompem a inocência.
E por quê resolvi entregá-la a você?
De seus olhos incertos, saíam tranquilidade. Algo que nem todos os olhares foram capazes de me trazer.
E a noite de conto de fadas prossegue com risos, copos de água.
E o sangue corrompe trazendo um vazio insuportável. Onde lágrimas derramadas viriam a tona na noite fria.
Continuamos a historinha, sempre tentando marcar compromissos que nunca são selados.
Desculpas de trabalhos, ocupações, talvez não verdadeiras.
Descubro que trata-se de um menino tentando ser homem. Onde o resultado é apenas mais uma frustração completa.
Divirto-me com o fato de você depender tanto disso para se reafirmar.
Você correu atrás de mim, e eu tentei fazer o mesmo quando percebi a repentina ausência.
E então veio uma decepção, ainda que eu não conseguisse me arrepender da decisão tomada.
Se continuasse assim, descobriria defeitos extremos que só me irritariam.

Homens clamam por curvas, companhias, amores.
Meninos clamam por maturidades, noites insanas, e incrivelmente estúpidas.

Apaguei a letra V, aos risos.
Gargalhadas me corrompem quando me lembro. Sem nenhum remorço.


V, de vadio.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Delírio 2

"Eu fechei os olhos, tentando relaxar. Havia algo em Eric que me incomodava. Que incomodava a todos nós. A forma como seu olhar parecia frio e distante, e ás vezes tão cheio de malícia. A forma como seu sorriso se expandia lentamente em seu rosto perfeito, revelando seus dentes alvos e incríveis, e denunciando algum plano maligno. A forma como seu comportamento afetava a todos. Sua agressividade. Sua frieza...

Havia algo que ele estava escondendo. A origem de sua família. Seus planos em nossa cidade. Seus planos contra mim.

Eu sentia que ele estava querendo algo de mim desde o primeiro momento em que seus olhos escuros me fitaram. E o que ele queria não era nada bom".


"Um calafrio percorreu meu corpo assim que eu me lembrei de seu rosto. Suas feições maliciosas, seus olhos carregadas de uma expressividade intensa e sombria, que podia mudar rapidamente do triste para o maldoso em questão de segundos.

Eu temi que ele fosse usufruir muito do fato de agora saber onde eu morava. Deveria contar para os meus pais que um louco me perseguiu e que supostamente poderia tentar entrar em contato com a casa? Deveria temer muito a sua presença ao meu redor? Deveria levar em conta o estranho e repentino aviso de Alicia, que parecia tão atordoada e assustada? Seria ele alguém perigoso a ponto de matar alguém?

Afastei meus pensamentos assim que lembrei de como o professor acusou a família dele de assassina. Definitivamente, era muito para engolir em um único dia".


PS: mais um trecho. Dessa vez, muitíssimo mais curto.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Ava Anderson


Estava eu, sem absolutamente nada para fazer no trabalho em plena quarta-feira, lendo Capricho (é, fazer o que...), quando uma reportagenzinha em particular me chamou a atenção...


Ava Anderson é uma típica adolescente (assim como você). 16 anos, estudiosa, vaidosa...

A diferença é que ela criou um projeto próprio, incrível, e que deu super certo.


Todos os produtos de beleza que usamos contém substâncias tóxicas. Algumas, pasmem, são canceríginas! Ava viu isso numa reportagem de TV, onde uma pesquisa feita indicou substâncias tóxicas no organismo de diversas adolescentes. Preocupada com o que viu, Ava decidiu criar uma marca sem nenhum desses tóxicos.

Resultado: produtos de qualidade, e sem a preocupação de estar prejudicando a pele e a saúde.


Má notícia: ainda não existem previsões para a marca chegar ao Brasil. Mas você pode conferir muitos dos produtos, e até sobre a própria Ava, no site que ela criou:







DIVIRTAM-SE!!!!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Lição de vida AMOR

Estou tomando a liberda de de roubar o espaço da minha filha pra escrever, abusada eu sei ahahah, mas mesmo assim vou me intrometer.
Adoro falar de amor, e li uma matéria que fala de amor da forma mais simples, que é simplesmente amar, pois que nunca chorou por amor não sabe o que é amar. Amor é prazer é risadas, é amizade, é brincadeiras, é preocupação. Enfim é um conjunto de coisas enormes que forma esta palavra tão pequena com sigificada tão grande. Olha só esta história que fofa.,

"Nasci em São Paulo em 1926. Meus pais vieram da Hungria pós-guerra em busca de paz e trabalho. Minha primeira paixão foi aos 14 anos. A segunda aos 17. E aí fugi de casa com o namorado, mas meus pais me obrigaram a voltar. Aos 20 anos, casei-me construímos uma família. Ele faleceu 17 anos depois e tive de assumir sozinha a casa, as dívidas, os três filhos. Trabalhava de sol a sol em uma fábrica de rendas. Nessa época, conheci Luis, e ele então pediu a minha mão em casamento aos meu meninos. Foram três décadas de união. Quando soube que estava sendo traída, expulsei-o de cas. Eu tinha 70 anos. Sfri muito com a separação, mas nunca desisti do amor. Uma tarde, na sala de espera de um hospital, encontri Somar. Foi como se uma raio caisse sobre mim, senti um tremilique. Somar era um mágico uruguaio que correra o mundo encantando o público. E encantou também. Vivemos uma paixão; eu com 73 anos, ele com 85. Ató o dia em que o coração de Somar parou. Um pedaço de mim partiu com ele.
Para ocupar a cabeça e alma, comecei a frequentar um clube de aposentados em Campo Limpo Paulista. Lá esbarrei com Luiz . Viúvo, tentava escapar da depressão. Eu procurava apoiá-lo, ele prometeu me conquistar. Então, eu me permitir ser conquistada. Aos 84 anos, estou de marido novo. Ele diz que o agarrei pelo estômago, pois vou para cozinha com muito prazer. Mas gosto mesmo é de beijo no pescoço. Aliás, adoro beijo! Sou a prova de que o amor pode aparecer a qualquer momento, aos 10 anos ou aos 80. Ao lado de Luiz, que está com 85 anos, renovo sonhos. Nasci para amar e vou morrer amando. a vida sem amor não tem graça."

É uma matéria que li e achei linda, pois fala de amor na sua simplicidade e pureza. E o amor nada mais que isto mesmo, puro e simplesmente o prazer de amar e ser amada. Nas sua fases/idades, do primeiro amor, da primeira loucura por amor, na serenidade do amor no amadurecimento do amor e só no prazer do amor. Ame muitooooo

BJS
MAMÃE

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Camila Camila

Camila Camila - Nenhum de Nós


Depois da última noite de festa
Chorando e esperando amanhecer, amanhecer
As coisas aconteciam com alguma explicação
Com alguma explicação

Depois da última noite de chuva
Chorando e esperando amanhecer, amanhecer
Às vezes peço a ele que vá embora
Que vá embora

Camila
Camila, Camila

Eu que tenho medo até de suas mãos
Mas o ódio cega e você não percebe
Mas o ódio cega

E eu que tenho medo até do seu olhar
Mas o ódio cega e você não percebe
Mas o ódio cega

A lembrança do silêncio
Daquelas tardes, daquelas tardes
Da vergonha do espelho
Naquelas marcas, naquelas marcas

Havia algo de insano
Naqueles olhos, olhos insanos
Os olhos que passavam o dia
A me vigiar, a me vigiar

Camila
Camila, Camila

E eu que tinha apenas 17 anos
Baixava a minha cabeça pra tudo
Era assim que as coisas aconteciam
Era assim que eu via tudo acontecer




Ps: nada como uma música perfeita dessas no nosso nome, não é mesmo? ADORO!

domingo, 25 de julho de 2010

Delírio

"Eu esperei Michel entrar na cozinha e, assim que sua vista estava fora de meu alcance, levantei e me livrei dos cobertores que me aqueciam para andar pelo gigantesco “castelo”. Era tudo muito rústico e antigo, parecia pertencer a uma outra década. Caminhei bastante pelos corredores observando cada detalhe até me deparar com a escadaria.
Feita de mármore escuro, a escada dava um aspecto sinistro àquele lugar. Senti uma curiosidade crescer dentro de mim e subi os degraus para ver o que tinha no segundo andar. Caminhei um bom tempo pelos corredores escuros, sentindo um calafrio percorrer meu corpo a cada passo que eu dava.
Minutos depois, tinha chegado a um dos quartos da casa. A porta estava entreaberta e eu, no auge de minha curiosidade incontrolável, abri-a por completo. Havia uma enorme cama estilo king size, paredes pintadas de branco, iluminação quase escassa. As janelas eram enormes e iam da altura do teto até o chão, e eram cobertas por cortinas num tom de vinho. Não havia televisão dentro do quarto, apenas um piano enorme e preto encostado numa das paredes. Os armários eram enormes e feitos de uma madeira escura e bonita, mas que não deixava de contribuir naquele visual misterioso.
Em uma das paredes brancas daquele quarto enorme, havia um espelho. Um espelho grande e com uma moldura em ouro antigo ao seu redor. Aproximei-me para ajeitar o cabelo. Minha figura não era das melhores: o bronzeado do verão na praia já começava a se dissipar e dava lugar à palidez típica do outono/inverno. As olheiras da minha noite anterior e mal dormida ainda estavam bem intensas. Meu cabelo enorme estava um tanto quanto despenteado, e meu moletom não contribuía em nada para ajudar no visual. Parecia que eu tinha acabado de acordar...
Passei as pontas de meus dedos gélidos embaixo dos olhos, bem onde o aspecto arroxeado se encontrava. Estava ocupada na simples atividade de me observar quando ele apareceu.
Era o dono do quarto, pensei. Pulei de susto ao me deparar com sua figura no espelho bem atrás de mim. Ele me fitou com uma expressão de ódio intensa que me fez encolher. Se aproximou, sem encostar em mim.
Era parente de Michel. Disso eu tinha quase certeza. Não arriscaria dizer que era seu filho, pois Michel não parecia nem de longe ser pai de um garoto com cerca de vinte anos. Mas poderia ser seu irmão mais novo... Podia ver o parentesco nos traços finos de seu rosto, no ar aristocrático e até mesmo nos admiráveis olhos azul-marinhos. A pele era branca como a de Michel, quase igual à de meu estranho novo colega. Só que ele era mais bonito: não era tão pálido – podia ver no rubor leve de suas bochechas e nos lábios extremamente vermelhos. Os cílios claros eram tão enormes quanto os meus, e dava uma graça ainda maior ao seu olhar misterioso. Os cabelos eram lisos e despenteados, e muito claros: um tom curioso de loiro-acobreado.
Ele me fitava com a mesma intensidade que Michel, só que me estudava muito mais. Levei as mãos até o espelho, tocando-o, como se quisesse tentar alcançá-lo.
Ele sorriu com meu gesto, aliviando por completo a expressão furtiva no rosto. Um sorriso aberto e sincero – e perfeito. Para desnortear qualquer mulher... E feito isso, levantou as mãos, tentando alcançar as minhas ainda coladas ao espelho.
Seu toque nunca chegou a mim, pois bem na hora que ele o faria a porta foi escancarada. Michel estava ali, atrapalhando o reflexo de meu companheiro.
- Valentina, o que está fazendo aqui?
- Ah, eu estou olhando o quarto. Estava bem aqui com esse...
Bem na hora em que me virei para apontar para o garoto, deparei-me com o vazio.
Arregalei os olhos assustada. Era a segunda coisa sinistra que me acontecia no dia. Senti um tremor percorrer meu corpo.
- Michel, eu juro! Tinha um garoto aqui agora mesmo! – respondi assustada.
Ele suspirou e deu um sorriso calmo.
- Venha, sua avó está te esperando.
Ele ergueu a mão para que eu a segurasse. Quando ele começava a me conduzir para fora do quarto, deparei-me com um retrato em cima da escrivaninha. O garoto perfeito, de cabelos louro-acobreados e olhos azul-marinhos sorria feliz.
- Aqui – disse fazendo força para Michel parar de andar – Olha: esse era o garoto que estava aqui no quarto.
Eu apontei para o retrato. Michel ficou paralisado, os olhos arregalados indicavam uma expressão de susto, pânico.
- Não pode ser. Você está louca!
Ele praticamente gritou a última frase. Eu recuei assustada.
- Não estou não – disse envergonhada – Eu juro, esse garoto estava aqui comigo antes de você chegar.
- Não, Valentina! – insistiu ele – Tem alguma coisa errada, não é possível!
- O que não é possível?! – gritei.
- Esse era meu sobrinho Nicolas. Você só pode estar delirando quando diz que o viu aqui!
- O quê?! E por quê?!
- Porque Nicolas morreu há muitos anos atrás".



OBS: tomei a liberdade de postar um trecho do livro que estou escrevendo. E que vou publicar algum dia, se Deus quiser!

sábado, 24 de julho de 2010

O convite

Quer brincar de ser criança enquanto a maturidade invade seu ser?
Então eu lhe proponho o convite
Venha brincar debaixo do sol, correr pelos campos
Fechar os olhos e girar em círculos.
Pular sobre o balanço, invadir as gangorras.
Enquanto o corpo retorna à sua inferioridade anterior.
Venha fazer um piquenique debaixo do sol
E se a chuva nos invadir, quem se importa?
Só não me olhe com seus desejosos olhos adultos enquanto vê meu vestido molhado colar ao meu corpo.
Não se esqueça de que uma criança jamais nutre tais sensações.
Há doces sobre a mesa, discos amontoados em cima do rádio pronto para tocar a primeira melodia infantil.
Se quer ser criança, meu convite proposto lhe trará a consumação completa desse seu desejo.

Quer brincar de mentiras e ilusões?
Então eu lhe proponho o convite.
É claro que mentiras e ilusões acabam por nos ferir
Nos queimam por dentro e nos trazem rancor.
Mas quem se importa se só estamos brincando?
Deixa eu te iludir, mentir para você
Sussurrar em seu ouvido as coisas que você quer ouvir
Ainda que no fim eu tenha que desmenti-las
Não se esqueça, estamos nos enganando.
Se quer mentir e iludir, meu convite proposto lhe tratá a consumação completa desse seu desejo.
Por mais absurdo que seja.

Quer brincar com supostos romances?
Então eu lhe proponho o convite
Sobre a mesinha do quarto, as velas iluminam a penumbra
Deixam um ar de mistério
Lingeries eróticas prostam-se sobre a cama, enfeitando um corpo
Que se insinua com movimentos lentos, provocados por músicas enigmáticas.
Posso sussurrar gentilmente que te amo
Ou simplesmente puxar-te para perto de mim
Calar sua boca com beijos ardentes, fazer você sussurrar meu nome
Enquanto vem à mim, despindo-se
Vamos desarrumar a cama, gargalhar sobre qualquer coisa boba que dizemos um ao outro depois que tudo passar.
Vamos sair de casa e andar de mãos dadas.
Garantir um para o outro que nunca terá um fim.
Se quer brincar com um romance, meu convite proposto lhe trará a consumação completa desse seu desejo.
Ainda que possamos sair machucados dessa brincadeira tão divertida e perigosa.

Quer brincar com o fogo?
Então eu lhe proponho o convite.
Aproxime seu dedo lentamente das chamas e sinta o calor que emana delas.
Deixe que elas consumam seu corpo e o transforme em cinzas
Venha se queimar
Se quer brincar com o fogo, meu convite proposto lhe trará a consumação completa desse seu desejo.
Ainda que não reste nada depois.

Você é a criança.
Nós somos as mentiras e as ilusões
Assim como somos esse suposto romance.

E claro que você pode me chamar de fogo...

Escolha suas brincadeiras, aceite meu convite.
Aviso que pode se queimar
E não diga que não te avisei disso quando tudo se consumar.

Solidão

A solidão me consome por dentro
Mordendo minha pele, penetrando em meu coração
Atormenta minha mente, me traz aflições
Sensações distantes e tão frias.

A dor me consola
A distância me aflige
A raiva grita dentro de mim
Consumindo minhas energias

Que valeria minha própria vida sem companhias?
Sem risos amigos a me cercar?
Sem beijos, carícias e afetos
Sem abraços ardentes?

Sob a luz que antecede o escuro, eu penso
Penso que minha solidão afeta tanto os meus sentidos
que levam de mim as mais agradáveis sensações.

Ah, como eu odeio estar sozinha
Como odeio me refugiar em meus próprios pensamentos
Criar meu próprio universo alternativo
Inventar meus próprios escapismos dessa indesejável realidade

E onde foram parar as promessas?
O telefone continua mudo, em silêncio
aguardando expectativas e vozes que provavelmente não virão

Deus, esvaeça essa maldita solidão
Mate-a e queime-a
Devore-a
Leve-a para longe de mim.

Ela nunca foi bem vinda aqui.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Amico

Amizade...
Uma palavra que enche os olhos.
Não com o desejo provocado pela paixão,
mas com o brilho que o conforto traz.

Lembrar dessa palavra, é lembrar da cor azul.
Não do vermelho, o sangue vivo, odioso e apaixonante.
Mas das águas limpas, claras e tranquilas.
Que nos acalmam e nos confortam em todos os momentos de dor e tristeza.
Que nos alegrem e nos trazem vida.
Que preenchem nosso ser.

Amigo é aquele que nos acompanha.
Que pode tanto secar nossas lágrimas quanto pode não deixá-las cair.
E pode inclusive derramar suas próprias lágrimas com as nossas
quando sente nossas emoções invadirem as dele.

Amigo não é aquele que está presente só no corpo
É aquele que você sente até mesmo através de sua ausência
quando você procura todo o conforto que ele mantém eu seu coração

É impossível viver sem amigos
Sem seus abraços confortantes e suas presenças agradáveis
Sem seus olhares alegres e acolhedores
Sem suas palavras de reeprensão ou conforto, piadas ou conselhos
Sem eles.

"É impossível ser feliz sozinho"
"A felicidade só é real quando compartilhada"





PS: dedico tudo isso aos melhores: Bárbara, Bruna, Gabriela, Tabata, Tatiana, Danilo, entre tantos outros que fazem minha vida mais alegre.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Have you ever really loved a woman?

Para realmente amar uma mulher, para compreendê-la
Você precisa conhecê-la profundamente por dentro
Ouvir cada pensamento - ver cada sonho
E dar-lhe asas - quando ela quiser voar.
Então, quando você se achar repousando
Desamparado em seus braços
Você saberá que realmente ama uma mulher...
Quando você ama uma mulher
Você lhe diz que ela realmente é desejada.
Quando você ama uma mulher
Você lhe diz que ela é a única
Pois ela precisa de alguém para dizer-lhe
Que vai durar para sempre.
Então diga-me: você realmente
Realmente, realmente já amou uma mulher?
Para realmente amar uma mulher
Deixe-a te segurar
Até que você saiba como ela precisa ser tocada.
Você precisa respirá-la - realmente provar o gosto dela
Até você possa sentí-la em seu sangue.
E quando você puder ver suas crianças que ainda não nasceram dentro dos olhos dela, Você saberá que realmente ama uma mulher...
Você precisa dar-lhe um pouco de confiança - segurá-la bem apertado
Um pouco de ternura - precisa tratá-la corretamente.
Ela estará lá por você, cuidando bem de você
Você realmente precisa amar sua mulher...
Então, quando você se achar repousando
Desamparado em seus braços
Você saberá que realmente ama uma mulher...
Então diga-me: você realmente
Realmente, realmente já amou uma mulher?"





Bryan Adams

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Moda Antiga

É impossível, para mim, não fazer esses tipos de reflexões quando o mundo atinge o patamar mais alto da modernidade. E digamos que essa modernidade não seja completamente vantajosa.
É claro que temos que comemorar certos avanços: o feminismo ganhou mais força, e a cada dia que passa quebra mais o machismo que por tantos anos assombrou as mulheres; as pessoas passaram a ter mais liberdade e voz, seja na religião, no sexo, ou até mesmo com questões relacionadas ao casamento (não esqueçamos que, antigamente, era a própria família da noiva quem escolhia o marido); e tantas outras coisas. Mas de fato, se observarmos o outro lado da história, veremos que a modernidade nos traz algumas inegáveis desvantagens.
Os avanços tecnológicos permitiram o surgimento de redes sociais que, a cada dia que passa, aprisiona mais as pessoas, principalmente os jovens. É mais comum que problemas sejam resolvidos na internet do que no telefone (onde se pode ouvir a voz da pessoa)ou, pasmem, pessoalmente. O tete-a-tete parece que ficou meio cafona hoje em dia, e eu sinto falta inclusive de pessoas que consigam resolver determinados assuntos olhando diretamente para os olhos da pessoa com quem se fala.
Tristemente, é extremamente comum que crianças e adolescentes se fechem para o mundinho da internet. Comunicam-se pelo MSN, por exemplo, conhecendo pessoas das mais variadas índoles. E é aí que entram problemas como o cyberbullying e a pedofilia, onde o mundo virtual é uma ferramente poderosa para os odiosos pedófilos.
Outro problema atual da sociedade contemporânea pode não ser um problema pra grande parte das pessoas, principalmente porque se tornou uma fachada comum: sexo, beijos, ficadas, entre tantos outros termos.
É certo que conheço uma leva de jovens que passam uma parte significativa do tempo conversando sobre sexo, e não porque o tema agrada a gregos e troianos em rodas de amigos, mas porque estão todos querendo atingir um alvo com esse tipo de conversa. Em baladas, as pessoas vão com uma ideia premeditada de encontrar alguém, ou vários alguens, para beijar. E até estender a ficadinha para uma transa depois que da farra. Eu, inclusive, já vi de tudo em casas noturnas: casais que se esfregam no meio da pista de dança, mulheres que, numa atitude vergonhosa, dançam vulgarmente e até se submetem a tirar a calcinha para chamar a atenção, meninos combinando jogadas com os amigos querendo atingir o máximo de alvos possíveis... Só nunca me deparei com uma cena de sexo explícita, mas pelos relatos de outras pessoas que já viram e inclusive por um episódio desagradável onde uma amiga minha viu esperma escorrendo pelas paredes de uma casa noturna, é fato de que isso realmente existe. Então a modernidade também tem mexido com o bom senso das pessoas?
Eu posso dizer por mim, e por uma leva de mulheres mais clássicas, que sinto falta de algumas coisas da moda antiga: mulheres exemplarmente delicadas e femininas (Audrey Hepburn, meu ídolo), pessoas discretas, homens que mantém contato visual, que não conversam somente sobre sexo, e se permitem gestos que deixarão mulheres eternamente fascinadas, não importa a época: trazer flores, abrir as portas para as mulheres entrar, beijar a mão de sua companheira... Demonstrações de afeto tão graciosas, mas que parecem tão ultrapassadas que pessoas que seguem esse padrão são consideradas loucas. E sexo só depois do casamento então? Hoje em dia, se alguém dizer isso, é porque segue algum tipo de fanatismo religioso. Nunca é por vontade própria...

Triste pensar assim. E mais triste são os pontos citados nesse texto sobre a modernidade.
Saudades dos velhos tempos

terça-feira, 25 de maio de 2010

Meu Íntimo

Quando muitos pensam em viver intensamente
Eu penso em viver eternamente
Pois o intenso já me é tão íntimo
Que seria necessária a eternidade para prolongá-lo.

Quando muitos pensam em alcançar a Lua
Eu penso em alcançar o infinito
A Lua é bela, ilumina e encanta
O infinito é misterioso e inalcançável
E mais atraente.

Quando muitos pensam em conhecer outros planetas
Eu penso em conhecer a Via Láctea
A curiosidade de buscar vidas fora da Terra
me parece tão ultrapassada
Que somente a galáxia poderia me saciar.

Quando muitos pensam em se tornar pássaros
Eu penso em ser um anjo
Pássaros voam e cantam a liberdade
O anjo voa, seduz, ilumina, busca...
E sua condição permite alcançar
a eternidade e o infinito
Tão estimados pela intensidade bruta do meu ser.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Mais Além - Nx Zero

Eu iria mais além se pudesse
Meu limite é aqui infelizmente
Deixa a vida decidir o que devo fazer
Abriria a mão de tudo se você fizesse

O mesmo por mim
Não deixaria você
Talvez Deus tenha um plano pra mim
Bem maior que sonhei
Só dou tempo ao tempo
Deve estar escrito em algum lugar

As coisas nunca são
Como a gente quer
Sei que só tem coragem
Quem tem medo
Deixo a vida decidir
O que devo fazer
Abriria mão de tudo se você fizesse

O mesmo por mim
Não deixaria você
Talvez Deus tenha um plano pra mim
Bem maior que sonhei
Só dou tempo ao tempo
Deve estar escrito em algum lugar

Horas, dias, meses que se vão
O passado está presente no mesmo lugar
O futuro está escrito, meu irmão
Nunca é tarde demais pra tentar
Terminar o que começou
Dizer o que não disse
Sem medo iria mais além
Se você fizesse.




(Postando a letra dessa música do Nx por dois motivos:
Primeiro: tô sem nenhuma critividade para escrever poemas ou textos.
Segundo: o show de ontem do Via Funchal foi incrível, e essa música é linda e me comove bastante...)

sexta-feira, 23 de abril de 2010

A casa da solidão

A casa da solidão '

'Vende-se uma casa grande e decorada com a mais pura ilusão.
As paredes estão tristes e tão isoladas quanto eu.
Os quartos representam as más lembranças, e o lago ao redor da mansão é a saudade de algo que um dia já foi bom.
Vendo ou troco, para o próximo dono da mais pura desilusão. '



(Fiz esse texto pra uma redação do colégio em 2007, e que ficou arquivado aqui no computador. Repostei porque na época ele fez o MAIOR sucesso com o pessoal da sala e até com a professora, que me elogiou horrores e me rendeu uma nota máxima. É triste, mas eu acho que é até bonito...)

O SONHO

O sonho

Sonhe com aquilo que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades
que aparecem em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passaram por suas vidas



- CLARICE LISPECTOR

sábado, 17 de abril de 2010

Mistérios

Gosto do mistério.
Do oculto.
Daquilo que não se descobre.
Gosto da curiosidade.
Da arte de imaginar.
Daquilo que não se pode saber.
Gosto do silêncio.
De quando o vácuo falo por si só.
Daquilo que não se pode comentar.
Gosto do medo.
Da solidão.
Daquilo que não se pode enfrentar.
Gosto do perigo.
De arriscar tudo.
Daquilo que não se pode fazer.

Gosto dos mistérios de não conhecer alguém, de não conhecer um lugar, de não conhecer limites.
Gosto dos mistérios que assombram, assustam, e afastam.
Gosto de imaginar as origens, as personalidades, os sonhos, as rotinas.
Gosto dos temidos mistérios.
Gosto dos mistérios.

Daquilo que não se pode saber.

Rätsel
Mistery.
Mystère.
Mistero.
Mistério.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Pintando Quadros

O vento sopra forte enquanto preparo o pincel. Seguro-o firmemente nas mãos enquanto deixo a aquarela escorrer por cima do tecido esticado.
Minhas mãos correm livremente pelo quadro ainda sem moldura. Traços e mais traços passam a adquirir perfeição, tranformando o branco triste em pequenos detalhes vivos.
Com cores frias, pequenas penas se contornam, até que um perfeito par de asas se forma. Um pássaro surge, belo e perfeito, anunciando a liberdade absoluta de seu voô. E eu, inclusive, posso ouvi-lo cantar. Assovios curtos e alegres que formam uma melodia única, algo que nem o piano mais belo e clássico seria capaz de reproduzir.
Sorrio satisfeita, enquanto mancho o suposto céu com respingos de tintas neutras. Hora um cinza, ora um creme... Nuvens podem ser tão misteriosas, e tão fora do padrão comum do branco sem vida. E então, brinco com cores quentes. Tons avermelhados e alaranjados misturam-se com a neutralidade anterior, e passam a representar uma belíssima hora do dia, em que o céu do entardecer prepara-se para receber a noite. E o crepúsculo adquire forma, marcando o fim de um dia, e o renascimento da noite que ainda está por vir.
Percebo que minhas mãos já se movem involuntariamente. Preparam uma paisagem romântica, com uma pequena ponte atravessando um lago profundo. As águas afogam, renovam e limpam. E dão beleza ao quadro, com os reflexos que fazem das figuras que estão sobre elas. E o sépia cai sobre aquela cena, e o mistério se intensifica, ao mesmo tempo em que se firma com a beleza dos sonhos ocultos e diferentes que temos. Posso escutar o burburinho das águas, e dos pequenos galhos que caem nelas.
Mais movimentos involuntários tomam conta de minhas mãos. Tento controlar a verocidade deles, mas tudo que eu consigo é acrescentar detalhes à paisagem. A beleza das árvores escuras representam a natureza. E, sobre a ponte, pequenos traços escuros começam a se formar.
Claro, como pude me esquecer desse detalhe? Porque por trás da liberdade do voô dos pássaros, da beleza marcante do crepúsculo, da paisagem romântica e da natureza respeitada, existe o amor. O amor que assombra e ilumina a vida de qualquer ser habitante na terra. O amor, a essência principal da tinta e do pincel, que inspiram a belíssima obra de um artista apaixonado pela própria arte. E assim, os braços se tocam, se abraçam, e um casal ganha a vida em cima da ponte. Onde um beijo de amor sela a beleza do quadro.

E eis as belezas que marcam a vida. Pequenas belezas que deveriam ser notadas nos mínimos detalhes.
Uma pequena representação da beleza, entre tantas outras belezas existentes na vida. A noite, a amizade, o encanto, o espanto, a felicidade... Incontáveis, e impossíveis de se representar em um único quadro.

Porque viver, com a intensidade de um pássaro alegre e cantante e de um casal apaixonado, é em si uma arte. Uma arte, que deve ser vista nos mínimos detalhes, como na pintura de um belíssimo quadro.





Por Camila Honorato.

domingo, 28 de março de 2010

Remember Me


Hoje fui no cinema com a melhor amiga assistir ao filme "Remember Me" (o título em português é Lembranças). Eu já não tinha grandes opções para ver no cinema, porque a maioria dos títulos eu já tinha visto, e esse era um dos únicos em cartaz que ainda eram inéditos para mim. Mas acabei optando por vê-lo, embora admita que, com todos os maus comentários da crítica, estivesse meio receosa de perder o meu tempo.

SURPRESA! Acho que ser crítica de cinema defitivamente não é lá uma carreira muito boa pra mim, porque eu discordo da maioria. Com Remember Me não foi diferente.

Não queria me deparar com um bando de fãs loucas e escandalosas do Pattinson e nem com um roteiro pobre e água com açucar, e acho que me surpreendi com isso.

É um drama bem construído. Tem picos bem altos de emoção e boas surpresas (Pattinson é uma delas, que foi criticado pela atuação, mas eu achei espetacular. Principalmente a cena em que ele discute com o "pai", Pierce Brosnam no meio de uma reunião de trabalho).

O filme trata da história de Tyler, um jovem problemático, que fuma e bebe como um louco, e é atormentado pela morte precoce do irmão. Tyler tem uma relação bem complicada com o pai (Brosnam), e vive se metendo em encrencas. Em uma delas, acaba indo parar na cadeia por agredir e provocar um policial. Para se vingar, ele se envolve com a filha do cara (Emile De Ravin), tentando pensar numa forma de atingi-lo. Só que ele percebe uma coisa em comum com ela: o fato da garota também ser atormentada por uma tragédia que, nesse caso, é o assassinato da mãe. Resultado: os dois se apaixonam.

Não vou entregar mais nada do filme a não ser a sinopse porque queria muito que todos vissem. No decorrer da trama, uma série de coisas acontece (a irmã de Tyler sofre bullying no colégio, ele tem mais problemas com o pai, etc etc). Mas acho que o ponto mais alto do filme é justamente o final, que é tão surpreendente, e tão chocante que me deu até aquela náusea que bate sempre quando a gente é atingido por uma forte emoção. É, eu sou extremamente sensível, e até chorei.

Vale a pena conferir!

sábado, 20 de março de 2010

Patinhas e carinhos

Todos os finais de semana o meu despertar é praticamente igual. O tal ritual só não se repete nos dias semanais por causa do despertador ensurdecedor que me acorda anunciando que a hora de ir para a faculdade chegou.
Nos sábados e domingos de manhã, mais ou menos umas nove horas, eu acordo. Barulhinhos de pequeninas unhas surgem, arranhando o carpete de madeira branca. As unhas pertencem a minúsculas patinhas, e o barulho feito no carpete possui uma sincronia quase musical. Eu sorrio ao ouvi-lo caminhar para a cozinha, e escuto um leve barulhinho de água. Ele está com sede.
Quando já me preparo para dormir outra vez, eis que o barulhinho das unhas voltam. Só que dessa vez, a "música" está mais rápida. De olhos fechados e sonolenta, quase não percebo sua minúscula e felpuda silhueta em cima da minha cama. Um lambida no rosto anuncia que é hora de acordar. Eu limpo o resíduo úmido em meu rosto e resmungo mal humorada. No entanto, o mau humor se dissipa assim que eu olho para os pequeninos olhos castanhos, para o focinho úmido e gélido e para a língua que pende para fora de sua boquinha molhada de água. Sua sisionomia é tão feliz que eu não resisto: começo a brincar com ele, acariciando os pelos enormes e brancos que cobrem seu pequenino corpo.

Nunca deixo de pensar nas pessoas que abandonam cachorros pelas ruas. Os motivos são os mais variados, e muito injustificáveis: falta tempo para cuidar, ele bagunça a casa, dá muito trabalho e etc, etc... Mal sabem eles que a natureza canina é ter um dono para chamar de seu, e ter alguém para chamar de companheiro. E toda vez que sofrem abandono, os cães também sofrem um baque enorme que culminam em decepção, depressão e tantas outras coisas tristes e ruins. Muitas vezes morrem atropelados pelas ruas, por carros loucos e motoristas incensíveis que não puxam o freio quando veem a pequenina figura passando pela rua. Mais vale destruir uma vida do que CORRER O RISCO de bater um maldito (porque muitas vezes o risco acaba não acontecendo...). Muitas vezes passam semanas, meses e anos a procura de um antigo dono, que nunca voltará. E morrem de fome, sede, abandono, tristeza.
Um maldito ser humano que abandona uma criatura dessas, certamente nunca se permitiu amá-lo. Dá trabalho cuidar, sim! Mas um trabalho que vale muito a pena. E daí que ele destrói o sofá, come chinelos e mobílias? Cabe a cada dono ter disciplina para criá-lo, para impor limites e dar ordens. E daí que gasta-se muito com comida, potinhos, caminhas, casinhas, ou idas ao veterinário e ao pet shop? Para chegar em casa e dar de cara com uma criatura que sempre faz festa ao te ver, que pede carinho e o dá em troca, que brinca, que late, que não se importa se você está bravo ou bêbado, e até pede desculpas sem ter feito nada, só para estar de bem com seu mau humor injustificável ainda que ele não seja o culpado de nada, todo o gasto vale a pena. Porque é como cuidar de um pequenino filho, um pequeno animal que lhe oferece companheirismo...
Admiro o trabalho de fundações que cuidam de cães e cuidam de suas adoções. Que pegam cães abandonados nas ruas e evitam que estes morram de doenças ou atropelamentos. CONDENO a carrocinha e o ato de tranformar bichinhos em sabão: sempre existe uma forma de cuidar bem deles.
Eu amo cachorros. Tenho um poodle pequenino e bem felpudo aqui em casa que sempre faz festa para todos aqui de casa, que brinca e que dá carinho. Recebe em troca todo amor que podemos lhe dar. E é extremamente feliz.

"Um cachorro não se importa se você é rico ou pobre. Dê a ele seu coração, e ele dará o dele de volta".
Preciso dizer mais?

Ame, cuide, adote!
As recompensas confortam, acalmam e enchem o coração.


Para ler e assistir: Marley & Eu - John Grogan (nem a bagunça louca fez com que o dono desistisse de seu "amado").

sexta-feira, 12 de março de 2010

The Twilight Saga: Eclipse Official Trailer


Agora sim! Finalmente foi disponibiliazado na internet o trailer oficial de Eclipse, e que não tem só 10 segundos haha!

Se a gente já roía as unhas de nervoso por causa dos dez segundos disponibilizados, agora então os nervos estão a mil! O triângulo amoroso entre a humana Bella, o vampiro Edward e o lobisomen Jacob (Taylor Lautner está com o tanquinho mais espetacular do mundo!) promete deixar as fãs loucas... O que você escolheria: passar a eternidade ao lado de um vampiro, ou viver ao lado de um lobisomem?

O filme tem estreia mundial prevista para o dia 30 de junho. Vamos fazer a contagem regressiva!!


Link abaixo do trailer abaixo:



quinta-feira, 11 de março de 2010

Alma e Sangue


Tá que eu tô postando direto da aula de jornalismo, e tô deixando de ouvir algumas informações repetitivas, mas vale a pena postar daqui... =]
Estava lendo os posts dos blogs que eu sigo e me deparei com uma das atualizações da escritora maranhense Nazarethe Fonseca. E aí, me senti no direito de fazer um post sobre suas publicações...
A saga "Alma e Sangue" tem uma fórmula bem atraente: a irresistível história de amor entre uma humana e um vampiro. Quem ouve isso deve pensar que o livro deve ser apenas mais uma réplica de "Crepúsculo", mas não tem absolutamente nada a ver. Juro!
Ao contrário da protagonista Bella de Crepúsculo, que é bem delicada e ás vezes não esboça muitas expressões, Kara Ramos tem um personalidade bem forte e pavio curto, bem aqueles gênios explosivos de quem não leva desaforo pra casa. No primeiro volume, "O despertar do Vampiro", Kara trabalha como restauradora, e recebe a missão de arrumar um casarão bem judiado em São Luiz. Só que o imprevisível acontece: ela acaba despertando o vampiro Jan Kman, que há anos esteve adormecido na casa. Jan sequestra Kara e transforma a vida dela num inferno. Mas acaba se apaixonando pela humana, que o corresponde. Um dos pontos altos da trama é a irresistível relação de amor e ódio, que não deixa que o leitor jamais caia no tédio. O confronto com o vampiro Gustave, rival de Jan que quer possuir Kara de qualquer jeito, também tira o fôlego.
Em "O Império dos Vampiros", o casal enfrenta mais um perigo: Kara escreve um manuscrito sobre sua relação com Jan. O problema é que o manuscrito é roubado e vai parar em mãos erradas. E agora, ela tem um acerto de contas com vampiros mais poderosos, que podem destruir sua vida num piscar de olhos.
Me apaixonei pelos dois livros, e já espero pelo terceiro, "O pacto dos Vampiros", que tenho certeza que não vai deixar a desejar. E devo dizer que fiquei extremamente orgulhosa por uma escritora brasileira ter feito uma trama tão deliciosa que supera até mesmo os best-sellers americanos. Adoro "Crepúsculo", "Diários do Vampiro" e tantas outras histórias sobrenaturais da atualidade, mas "Alma e Sangue" conseguiu acrescentar um temperinho a mais...
Para mulheres que adoram o típico vampiro bonito e sedutor, Jan Kman faz jus às nossas expectativas: loiro, olhos azuis, francês, cavalheirismo clássimo contrapondo sua crueldade, seduz como ninguém e não toma o mínimo cuidado quando o assunto é "pegar" a protagonista de jeito.
Precisa de mais?
Recomendo pra todo mundo.
Boa leitura!
Ps: a escritora mantém um blog, onde publica textos pessoais e posts sobre a saga. Vale a pena conferir. Nazarethe também responde a maioria de seus comentários.
O link do blog dela está aqui:

quarta-feira, 10 de março de 2010

The Twilight Saga: Eclipse
















Para os fãs da saga "Twilight" (como eu) uma boa notícia: foi disponibilizado na rede um trailler de apenas dez segundos do terceiro filme da saga, "Eclipse". Apesar de curto, o trailler é o suficiente para deixar os fãs roendo as unhas de ansiedade...

A estreia de "Eclipse" está prevista para julho de 2010, época das férias de verão nos Estados Unidos (uma boa estratégia de marketing da produção). Enquanto o filme não estreia, o jeito é ir acompanhando as novidades através de fotos, traillers e, claro, coletiva de imprensa. Vale reler o livro para melhor acompanhar a história nas telonas.

Em "Eclipse", a protagonista Bella Swan está a um passo da imortalidade. Mas como a mocinha da história nunca tem sossego, novos perigos serão enfrentados: a vilã Victoria está com mais sede de vingança do que nunca e fará de tudo para destruir Bella, tentando devolver a Edwartd Cullen a dor de perder o namorado de James no primeiro volume, "Crepúsculo". Além disso, Bella terá de arcar com as consequências de seus atos: o triângulo amoroso entre ela, Edward e seu melhor amigo, Jacob Black, estará mais forte do que nunca, e ela terá de fazer uma escolha. Enquanto isso, vampiros e lobisomens criam uma aliança para proteger a jovem humana do ataque de vampiros, assim como do clã italiano Volturi, tido como a realeza vampira, que matarão Bella caso ela não seja transformada no prazo estipulado.

O longa conta com a direção de David Slade, o mesmo diretor do terror "30 dias de noite".


Abaixo, o trailler disponibilizado na internet:

video

Avatarize Yourself

Com o sucesso absurdo de Avatar, um site disponibilizou uma brincadeira divertida na qual você pode carregar suas próprias fotos e conferir como você seria na versão "Avatar". Os resultados são bem engraçados!

Para participar da brincadeira, basta acessar o link abaixo e seguir todos os procedimentos exigidos. É bem fácil e prático.

Link:

http://www.avatarizeyourself.com


AVATARIZE YOURSELF, TOO!

segunda-feira, 8 de março de 2010

O homem e a mulher

O HOMEM E A MULHER, por Victor Hugo

O homem é a mais elevada das criaturas.
A mulher é o mais sublime dos ideais.

Deus fez para o homem um trono.
Par a mulher, um altar.
O trono exalta.
O altar santifica.

O homem é o cérebro; a mulher é o coração.
O cérebro fabrica a luz; o coração produz amor.
A luz fecunda.
O amor ressuscita.

O homem é forte pela razão.
A mulher é invencível pelas lágrimas.
A razão convencem.
As lágrimas comovem.

O home é capaz de todos os heroísmos.
A mulher, de todos os martírios.
O heroísmo enobrece.
O martírio sublima.

O homem tem a supremacia.
A mulher, a preferência.
A supremacia significa a força.
A preferência representa o direito.

O homem é um gênio; a mulher um anjo.
O gênio é imensurável; o anjo, indefenível.
Contempla-se o infinito.
Admira-se o inefável.

A aspiração do homem é a suprema glória.
A aspiração da mulher é a virtude extrema.
A glória faz tudo grande.
A virtude faz tudo divino.

O homem é um código.
A mulher, um evangelho.
O código corrige.
O evangelho aperfeiçoa.

O homem pensa.
A mulher sonha.
Pensar é ter num crânio uma larva.
Sonhar é ter na fronte uma auréola.

Um homem é um oceano.
A mulher, um lago.
O oceano tem a pérola que adorna.
O lago, a poesia que deslumbra.

O homem é a águia que voa.
A mulher é o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço.
Cantar é conquistar a alma.

O homem é um templo.
A mulher é o sacrário.
Ante o templo nos descobrimos.
Ante o sacrário nos ajoelhamos.

Enfim, o homem está colocado onde termina a terra.
E a mulher onde começa o céu.

Oscar 2010

Vou confesar que esperava algumas coisas no Oscar de 2010 que acabaram não acontecendo. Na verdade, só esperava uma coisa: que "Avatar" fosse o grande campeão da noite e levasse mais prêmios que "Guerra ao Terror", filme ainda pouco conhecido no Brasil.
"Guerra ao Terror" possui um roteiro típico dos filmes de guerra norte americanos (aqueles em que os soldados são consagrados como herois...). Aqui no Brasil, ele nem tinha passado pelas telonas e foi direto para os DVD's, até surgirem notícias sobre as indicações ao Oscar, que empatavam com o favorito da noite, "Avatar", e assim o filme foi mandado à telonas com um certo "atraso". O mais curioso de tudo é que os dois filmes não só competiam pelos roteiros completamente diferentes (um fala daquela guerra bem fenomenal que todos conhecemos, e o outro tem uma característica bem fantástica, com efeitos especiais fantásticos e história inclinada para a elevação da natureza e aos povos que vivem em harmonia com ela): tratava-se de uma disputa entre diretores que já foram casados um dia. Sim, porque James Cameron, de "Avatar", foi casado com a diretora Kathryn Bigelow, de "Guerra Ao Terror". Mas disputas à parte, reza a lenda de que os dois ainda são muito amigos e que inclusive estavam torcendo muito pela vitória um do outro.
Mas que o resultado não deixou de surpreender, isso é fato: "Avatar", com toda aquela tecnologia do cinema contemporâneo, era o grande favorito da noite... Mas quem levou seis estatuetas douradas para casa foi mesmo "Guerra ao Terror", que levou inclusive os prêmios mais importantes da noite: melhor filme e melhor direção, para Bigelow (aliás, a primeira vez na história do cinema que uma direção feminina leva uma estatueta do Oscar para casa).

Outra coisa que chamou bastante atenção foram os looks da noite. Mas nisso a gente presta atenção desde os primórdios do tapete vermelho, né...
Não deixo de alfinetar, pela 85768464 vez, o look duvidoso de Jennifer Lopez num vestido muito extravagante e cheio de badulaques, o look da linda Charlize Theron, cujo vestido tinha um detalhe meio esquisito nos seios, o look sempre exagerado de Mariah Carrey, e o esquisitão de Zoe Saldana cheio de detalhes desnecessários.
Para mim, os melhores looks foram os das atrizes Sandra Bullock, Anna Kendrick, Kristen Stewart, Penelope Cruz e Demi Moore, além da jovem cantora/atriz Miley Cyrus.
No link abaixo da Globo, é possível acessar uma galeria de fotos com os looks do Oscar, além de uma cobertura completa do que aconteceu na grande noite do cinema.

http://ego.globo.com/Gente/Eventos/0,,LEV164-9806,00-OSCAR.html





MORTE PRECOCE

Mudando completamente de assunto e vindo para as novelas da Globo, morreu na madrugada de sábado (dia 6), o ator Dener Pacheco. Dener tinha participado da novela "Caras e Bocas" de Walcyr Carrasco, onde fez par romântico com a atriz Sophie Charlotte. O ator teve câncer de estômago e pulmões, que já estava em estágio avançado quando descobriu a doença. Tinha apenas 28 anos, carreira promissora e beleza estonteante...

http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,MUL1518337-7084,00-MORRE+O+ATOR+DENER+PACHECO+DA+NOVELA+CARAS+E+BOCAS.html

FELIZ DIA DA MULHER!

Para todas as mulheres do mundo, de todas as tribos, todas as religiões, todos os estilos, todas regiões, todas personalidades, toda beleza... Enfim, para todas as mulheres do mundo: felicidades nesse dia feito exclusivamente para nós, que combatemos o machismo, que lutamos por nossos direitos, que batalhamos por um lugar ao Sol, que vamos em busca de nossos sonhos, sem nunca sermos intimidadas, que somos inteligentes, que somos loucas e insanas, que vivemos intensamente...
Por que afinal de contas, a gente merece isso... E muito mais! =D

sexta-feira, 5 de março de 2010

Exposição "Mulheres de Verdade"

O shopping Market Place está de cara nova...
Não, eles não estão com nenhuma reforma em andamento ou nada do tipo. Trata-se da exposição "Mulheres de Verdade", na qual estão expostas diversas fotografias de famosas numa espécie de "antes e depois": uma totalmente produzida, e outra completamente ao natural.
Entre as "modelos" fotografadas para o projeto, estão a top Isabelli Fontana, a apresentadora Angélica e a atriz Deborah Seco, além de Juliana Paes, Carolina Ferraz e Fernanda Lima.

A exposição ficará disponível até o dia 8 de março - sim, o Dia Internacional da Mulher. Forma interessante de homenagear a data, não?

O shopping Market Place localiza-se na Av. Dr. Chucri Zaidan, 902; próximo ao Shopping Morumbi, em São Paulo.

Atrávés do link abaixo, da revista Quem, é possível verificar uma galeria de imagens que traz uma "prévia" da exposição.

http://revistaquem.globo.com/Revista/Quem/0,,GF80158-17290,00.html#fotogaleria=1


E aí, você prefere "com maquiagem" ou ao "natural"?

Kings of Leon para Surface to Air

A Surface to Air Brasil disponibilizou no blog de seu site oficial a coleção de roupas e acesórios assinada pela banda Kings of Leon (uma das melhores da atualidade - amo esses caras!).

A coleção é bem bacana! Vale a pena dar uma conferida!


E pelo o que eu conferi no site, as peças já estão disponíveis para vendas.





Mais no link:
http://www.surfacetoair.com.br/blog/?p=1891





"Let's wear some clothes instead of 'use somebody'" ;D

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

The Runaways

Fico super feliz quando meus atores favoritos assinam participações em filmes de bons roteiros...
Kristen Stewart, a eterna Bella Swan de Crepúsculo, felizmente parece ter saído da mesmice da saga vampiresca para fazer um filme com uma fórmula bem diferente da habitual, e que promete agradar ao fãs da banda The Runaways.
Formada apenas por mulheres, a banda de rock teve uma curta carreira na década de 70, mas fez sucesso principalmente por ter inovado no rock trazendo a ideia feminista de que mulheres também podem entrar no Rock'n'roll. O filme baseado na história da banda tem estréia prevista para março, e conta com a atriz Dakota Fanning no papel de Cherie Currie, pessoinha nova e já com um currículo recheado. Kristen ficou com o papel da legendária Joan Jett, como bem sabemos. E parece que tirou o papel de letra.

Abaixo, link no trailler no youtube. Espero que não demore a estreiar por aqui...
http://www.youtube.com/watch?v=1NlWWcZeOUY&feature=player_embedded



Kristen e Dakota como Cherie e Joan de The Runaways

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Restaurante Japonês

Circular por São Paulo sem rumo pode trazer uma série de surpresas agradáveis...

Ontem eu e meus pais estávamos em busca de clientes na região do Tatuapé. Como é minha mãe que trabalhava e fazia os contatos, ficamos no carro esperando-a. Eram 13hrs da tarde, estpavamos morrendo de fome e fritando debaixo de um calor infernal de verão. Até que avistamos uma fachada de um restaurante japonês para solucionar parte de nossos problemas...
Quando minha mãe terminou a tarefa, entramos no Kirei Sushi Bar, uma boa alternativa para quem quer comer bem e não gastar muito. O rodízio custa 27,90 no almoço e 37,90 no jantar (preço único nos fins de semana). Logo na entrada, o garçom pergunta quais opções o cliente irá querer antes de servirem o barco com os sushis: temaki, missoshiru, shimeji, salmão grelhado... A gente vai escolhendo e ele serve. Logo depois dos supostos pratinhos de "entrada", ele serve aquele barco enorme com uma grande variedade de sushis pra pessoa se esbaldar. E, pelo atendimento, o ambiente do restaurante e a comida, tudo acaba valendo muito a pena.

Eis aí a informação para quem mora na Zona Leste, ou simplesmente para quem quer dar uma passeada e comer bem:

Kirei Sushi Bar:
Rua Euclides Pacheco, 168, Tatuapé (entre as ruas Tuiuti e Coelho Lisboa - ao lado de um estacionamento).
Atenção: o restaurante também oferece algumas opções de delivery. Consultem!


Beijos paulistanos!

Pressas e impulsos

"A pressa é inimiga da perfeição". Hoje, mais do que nunca, eu pude confirmar que essa teoria é mais do que verdade!
Estive durante tempos e tempos com pressa de tudo. Com pressa de trabalhar, com pressa de prestar vestibulares, com pressa de me matricular num curso de teatro, com pressa de iniciar a faculdade. E todas essas tarefas acabaram sendo realizadas de uma maneira bem imperfeita, resultando na insatisfação.
Claro, insatisfação! Uma das piores sensações do mundo. Porque eu, com sede de abraçar o mundo, e de fazer isso em alta velocidade, acabei agindo por impulso, e não obtive muitos êxitos.
No final do ano passado, quando eu tinha que me focar mais nos estudos para o primeiro semestre da faculdade, acabei indo contra o sensato, e fui fazer uma entrevista de emprego em uma loja de shopping. Queria saber qual era a sensação de trabalhar, e de ganhar por isso. A loja não era bem uma referência no mundo da moda, mas estava selecionando extras de fim de ano e tinha um bom salário. Então agarrei a oportunidade: trabalhei durante um mês direto, atendendo clientes loucas e simpáticas, tentando fazer de tudo para efetuar uma boa venda, ao mesmo tempo em que tinha que estudar para os vestibulares. Tinha sido aprovada para a segunda fase da Fuvest, estava entrando no processo seletivo da Faculdade Cásper Líbero e da Universidade Presbiteriana Mackenzie. E, ao invés de tirar esse tempo para estudar bem, acabei não levando a tarefa a sério e continuei a trabalhar, ao mesmo tempo em que entrava com as apresentações de teatro de fim de ano. O resultado? Faltei alguns dias no trabalho, em outros chegava atrasada ou ia embora mais cedo, e passava uma boa parte do tempo dentro do estoque estudando para as provas. Acho que a única atividade que realizei bem foram as apresentações teatrais (exceto por um episódio desagradável de uma professora que prefiro não comentar e esquecer... ¬¬'). O resto: não consegui me concentrar bem nos estudos, e acabei não passando na Usp e na Cásper (entrei no mackenzie, mas acabei não fazendo por motivos bestas que envolviam pagamentos), e não atingi a satisfação plena no trabalho: não bati cota, e não vendi bem.
Acho que se tivesse me concentrado melhor nos estudos estaria agora concentrando-me em uma carreira acadêmica que me fizesse bem. Além de, é claro, ter feito isso com calma.
Depois de todo o perrengue, acabei me matriculando em uma faculdade num curso que não tinha nada a ver com o que eu queria para a minha vida. E acabei cancelando no fim das contas, e perdendo dinheiro.

Se eu me arrependo disso? Não. Pois certas atitudes me serviram como belas lições. E agora eu sei que, com calma e perseverança, tudo se conquista.
E sei que minhas falhas me serviram para me fortalecer mais do que nunca. E agora eu lutarei para acertar de todas as formas possíveis. E sei que tenho grandes chances de vencer!



E, agora, estou focalizada em mim mesma. E animada para o que possa vir em seguida.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O sucesso de Avatar

Hoje fui ai cinema com o meu tio, minha irmã e uma prima minha. No meio dessa tarde chuvosa, decidimos sair um pouco da mesmice da reforma da casa da minha avó e fomos ao cinema assistir à sessão 3D de "Avatar".
Confesso que fiquei extremamente espantada ao ouvir falar do filme. Num único final de semana, já arrecadou milhões e milhões de dólares de bilheteria, e viria a se tornar a segunda melhor bilheteria da história do cinema, atrás apenas de Titanic, do mesmo diretor James Cameron (ainda quero saber qual a essência que esse cara tem pra poder produzir filmes tão lucrativos...). Achei que, por se tratar de uma espécie de ficção científica, vinda de desenhos, o filme seria apenas mais um sucesso norte americano de propaganda exagerada. Mas qual foi a minha surpresa a me deparar com a sala de cinema completamente cheia, em plena quarta feira de cinzas, quando o filme já tinha feito sua estreia há uns bons dias... E minha surpresa se intensificou ainda mais com o que se sucedeu à minha frente: um verdadeiro espetáculo de efeitos especiais, atuação, e a própria essência da história. Tudo impecável.
Entortei a cara ao ver que só tinha lugares bem em frente à tela: eu sairia com uma dor intensa no pescoço, e uma dor de cabeça bem forte por forçar as vistas, mas ainda assim valeu a pena. Não deixei de ficar pensativa com certas coisas, pois a história do filme é uma verdadeira lição para nós, os seres humanos egoístas e egôcentricos, que achamos que o mundo só gira em torno de nosso umbigo. Ver um mundo de criaturas belíssimas (e azuis) fazem com que pensamos em como anda nossa relação com os nossos semelhantes e, inclusive, com a mãe natureza. E, claro, com nossas crenças. As criaturas do filme são completamente ligadas à floresta em que habitam, e oram até mesmo ao matar um animal, coisa que seres humanos com certeza não fariam. O valor que eles dão à crença em sua deusa, o carinho para com os animais e à natureza nos levam a refletir sobre a nossa própria essência, que há muito parece ter se perdido.
Falta de respeito com os animais, que muitas vezes viram alvo de tortura nas mãos de caçadores desalmados; a falta de respeito com a natureza, hoje vítima de desmatamentos e de intervenções humanas; à falta de crenças que, com certeza absoluta, irá se refletir brevemente em nossas vidas. Não vejo mais as pesoas terem respeito umas com as outras, raramente vejo alguém se apegar à uma crença. Em viagens, pessoas se recusam a ficar descalças em meio à grama e à terra, se esquecendo de que esse é o nosso maior vínculo com a natureza. E que tem um apelo espiritual muito significativo...
Portanto, pra mim pelo menos, "Avatar" não teve somente um espetáculo de efeitos e de visuais: teve um espetáculo de história. E nós humanos, mais uma vez, somos os vilões da história, querendo destruir as belas criaturas azuis e o meio em que habitam, tudo em prol de nosso mundo "civilizado". E mais uma vez somos derrotados por outras criaturas e pela própria natureza. E, inclusive, do protagonista humano da história (assistam, e entenderão o por quê)...
Uma salva de palmas a James Cameron por ter trazido esse espetáculo para as telas de cinema do mundo inteiro. Só espero que as pessoas captem certas mensagens do filme, ao invés de apenas notarem os efeitos visuais e especiais impecáveis do filme. Ainda mais em 3D...



Recomendo. Vale o ingresso! =D

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Os mistérios do suicídio

Estive acompanhando o blog da estilista Thais Losso nos últimos dias, e foi através dela que soube da morte do estilista Alexander McQueen. Causa apontada da morte: suicídio...
Nunca deixo de ficar pensativa sobre a ideia do suícidio. Não me sinto no direito de julgar ninguém, mas é impossível não apontar certas consequências para tais atos: a saudade que a pessoa deixa nos amigos e nos parentes mais próximos é muito amarga, triste e avassaladora, fora que eu, na condição de espírita, não deixo de pensar no que a pessoa enfrentará do outro lado por ter acabado com a própria vida.
Penso que todos têm um momento ruim da vida, em que nada tem graça, em que a tristeza surge em proporções inimagináveis... Mas pra tudo se dá um jeito. Há um espírito dentro de cada um que se chama "vencedor", e só é preciso olhar para dentro de si mesmo para deixá-lo aflorar. Os momentos ruins passam, e a pessoa sempre terá uma nova chance de viver, de se redimir, de ser alegre...
Se suicidar certamente não é a melhor solução para solucionar problemas. Sou uma pessoa que não consegue ficar calada até obter a última palavra (bem pavio curto) e não consigo deixar nada inacabado. A sensação que os suicidas me passam é de desistência, de seixar coisas inacabadas aqui, de não cumprir a missão. E isso não seria cabível pra mim. Em hipótese alguma!
Para pessoas que já pensaram em se matar, seja por razões enormes ou apenas uma simples depressão: todos temos dificuldades, mas SEMPRE depois desses momentos somos recompensados. Ainda que a tristeza dure muito, a alegria sempre virá multiplicada.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Orgulho de ser um neto

Nada como passar o dia inteiro fora de casa, tendo que enfrentar as preocupações diárias com trabalho e estudos, mais o trânsito caótica e diversas conturbações que ocorrem numa vida urbana, e voltar para a velha casa que sempre nos dá o apoio e os mimos que necessitamos.
Me diz: tem coisa mais gostosa do que encontrar carinho e conforto nos braços sábios e experientes de nossos avós? Como não se sentir bem sendo mimado, tendo atenção e amor?
Depois de ver inúmeras luzes dos carros e de me estressar no trânsito, cheguei àquela casa, fui direto para a cozinha tomar um gole de café e comer um pedaço de bolo de laranja caseiro. A senhora surgiu logo depois, sempre ativa e sorridente, me acompanhando. Sentou-se em uma de suas cadeiras e se pôs a conversar com a filha e com a neta. Qualquer tipo de assunto servia, e se estendia trazendo risadas e mais papos. Os minutos se passam, e logo ela convida: querem jantar? Rocambole caseiro salgado, arroz e feijão como nenhuma outra pessoa no mundo faz, salada, e até o brócolis (tipo assim, eu odeio brócolis, como posso gostar de comer o dela?). Ela espera a gente terminar de comer, sempre sorrindo a cada elogio que fazemos à sua comida de vó, aquela comida que só elas mesmas sabem fazer.
E depois, continuou a conversar, a rir de minhas piadas prontas e absurdas, e de todas as coisas inúteis e imbecis que eu falava. E sempre dava sábios conselhos, e passava uma paz absoluta só de sentar perto dela.
E, com uma tarde gostosa e reconfortante como essa, fui para casa mais calma e feliz.
E isso acontece sempre que eu a visito.


Onde foram parar os problemas mesmo?

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Viver

Sol. Chuva. Arco Íris. Nuvens.
Dia. Tarde. Noite.
Dormir. Acordar. Deitar. Levantar.
Dançar. Correr. Pular. Andar.
Rir. Chorar. Gritar. Cochichar.
Comer. Comer. Comer.
Beijar. Abraçar. Ficar. Namorar.
Amar. Amar. Amar.
Dor. Alegria. Tristeza. Vergonha.
Cantar. Desenhar. Tocar. Pintar. Atuar.
Rir. Rir. Rir.


A vida é realmente uma delícia...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Tristeza passageira

Não há nada mais desagradável do que criar expectativas e se frustrar com elas. Sei, mais do que ninguém, o que isso significa.
Pensei que passaria no vestibular de uma universidade pública, pensei que esse ano me sobraria dinheiro pra ivestir na minha carreira artística, pensei que tudo o que eu planejei nos anos anteriores finalmente aconteceria... E eu me enganei.
Me enganei porque não passei na Usp como acreditava que passaria, me enganei porque só o que me restou foram faculdades particulares, me enganei porque meu pai perdeu o emprego e agora passo por algumas dificuldades financeiras. Dificuldades pequenas, mas que ainda assim existem.
Mas, ao invés de me frustrar dessa vez, resolvi não deixar nada me abalar...
Resolvi que vou correr atrás dos meus sonhos do mesmo jeito. E, com isso em mente, voltei a me animar, deixando os gritos de dor e as lágrimas de lado. A tristeza foi bem repentina, e já parte sem deixar novos vestígios.
Comecei procurando por alguns trabalhos como modelo em agências e outros trabalhos na área de vendas, mentalizando que logo mais um emprego estará em minhs mãos. Comecei a pesquisar por provas de bolsas em cursinhos ou programas de bolsas e descontos nas faculdades que eu já passei. E tenho obtido resultados agradáveis até então.
Meu pai já procura por um novo emprego e já rescebeu algumas propostas.
E eu, quando sinto que algum desespero ou desânimo me afeta, começo a me distrair: cozinho, leio, escrevo, desenho, pinto, canto, vejo filmes... E logo me vem mais inspiração pra continuar a lutar e a batalhar pelo o que eu quero.

Sei que essa fase difícil é passageira.
Sei que conseguirei me reerguer de todas essas dificuldades em breve.
Sei que meus sonhos continuarão em alta, e eu não vou desistir de buscá-los.

Eu serei uma batalhadora, e farei com que o mundo um dia conheça o meu nome.
E tenho certeza absoluta: EU SEREI UMA GRANDE VENCEDORA!

domingo, 31 de janeiro de 2010

A arte da bailarina

Sob a luz do palco ela brilha, ofuscante como uma estrela.
Seus pés estão calçados em uma sapatilha de ponta. E ela caminha, e ela dança, e ela pula, sempre com a graça de um anjo.
Suas pernas longilíneas e torneadas são invejadas e desejadas. Naquele momento, e naquele palco, nada mais importa para ela, a não ser o som clássico e suave das músicas, responsável pela dança contempleda pela plateia.
O piano toca suavemente, o vento toca nas cortinas que não ousam fechar jamais.
Tudo por causa dela, de sua arte majestosa, de sua dança tão perfeita, e de sua beleza tão pura e intocada.
O coque impecavelmente feito no alto de sua cabeça lhe dão elegância. As roupas leves e brilhantes lhe dão glamour, e a cintura fina e as sapatilhas que acompanham seus pés doloridos lhe trazem a sensação de dama intocável, tão plena e misteriosa.
Em cada canto do palco, ela dança a vida: cada momento de dor, cada momento de alegria, cada momento de raiva, cada momento de amor. Suas representações tão artísticas e indiretas levam o público a pensar: será que é isso que eu faço em meus momentos?
A bailarina nos representa em cada pequeno gesto com sua dança clássica e elegante. Sofrendo a dor profunda da rigorosidade dos passos, e das consequências que sua elasticidade traz a seu corpo magro e perfeito. É ela a representante real da vida, pois além de dançarina, é uma atriz: muda e bela, e sempre tão artisticamente sofrida.
Homens, mulheres e crianças, contemplem a bailarina.
Contemplem a dança da vida.
E encontrem a si mesmos no corpo e na dança dessa dama tão clássica, misteriosa e perfeita.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Ser e não ser

Ás vezes, eu queria ser um super herói.
Ter milhões de poderes em minhas mãos e uma força sobrenatural, que me permitiriam combater criminosos e injustos, além de ajudar a destruir a miséria e os problemas ambientais que assombram o mundo.
Ás vezes, eu queria ser uma vampira.
Ter o dom de ler pensamentos, de induzir as pessoas a fazerem certas coisas, de ter uma beleza absurda capaz de seduzir qualquer um, de sugar sangue, de assustar, de ter os homens que eu quiser, de ter uma força e uma velocidade absurdas, de ser noturna...
Ás vezes, eu queria ser a lua.
Poder iluminar a escuridão da noite, servir de cenário para os casais apaixonados, refletir sob as águas, ser apreciada pela beleza pura e única.
Ás vezes, eu queria ser a chuva.
Poder molhar a terra e provocar aquele cheiro agradável, servir de desculpa para as pessoas ficarem em casa sonolentas e despreocupadas, refrescar o calor.
Ás vezes, eu queria ser o vento.
Soprar por todos os cantos, e de servir de exemplo para que as pessoas acreditem em Deus (Aquele que não se vê, apenas se sente).

Tem tantas coisas que eu adoraria ser...
Ser apenas humana não detém minha sede de vida, minha vontade de agarrar o mundo, meu desejo de mudar tudo.
Ainda que eu pudesse resolver tudo apenas em textos escritos, já me valeriam muito mais.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O 'incrível' mundo da moda

Estávamos eu e minha mãe conversando no carro a respeito do último SPFW. Ela me relembrou de uma promessa que os produtores de moda fizeram a tempos atrás, quando estourou na mídia casos graves sobre distúrbios alimentares (anorexia e bulimia): de que eles exigiriam que as modelos fossem menos magras do que o habitual.
É claro que eu não achei que essa exigência duraria por muito tempo. Foi só as pessoas esqueceram dos casos de meninas anoréxicas que a mídia fez estourar para que a magreza voltasse a ser ditada. Aliás, pra falar a verdade, não sei ao certo nem se eles aceitaram modelos menos magras em suas agências internacionais, o que me leva a acreditar que esse depoimento era completamente falso, usado para criar esperanças em modelos altas e menos magras, e em pessoas que tiveram medo que essa onda de distúrbios pipocassem ainda mais no mundo da moda.
A prova mais viva que temos que essa ditadura da magreza está longe de acabar foi exatamente o SPFW que teve na semana passada. Modelos surrealmente magras, com os ossos tão explícitos que pareciam ser capazes de perfurarem suas peles frágeis. E que estão bem longe de serem bonitas: a magreza pareceu chupar o rosto por completo, dando aquela aparência esquálida e feia que vemos.
Eu realmente quero entender o conceito deles para a palavra "modelo". Pra mim, essas pessoas deveriam servir de "modelos" das pessoas reais da sociedade, e nela não se incluem somente pessoas extremamente magras, mas pessoas gordas, gordinhas e "gostosas". As roupas dos desfiles não deveriam se restringir somente a mulheres magérrimas, mas a todos os tipos de corpos possíveis. Fiquei extremamente impressionada quando trabalhei em uma loja que vendia manequins 38 ao 44. Assim: as mais magras não compravam, e as mais gordas também não, já que os modelos 44 eram horríveis e escassos.
A sociedade não deveria impor essa magreza de modo tão absurdo, já que essa não é a melhor receita para ser bonito e saudável. Desde que você saiba cuidar da sua saúde de uma forma que isso não afete absurdamente no seu cotidiano... Que você não tenha distúrbios alimentares ou sofra por se achar gorda.
Creio que as pessoas deveriam se aceitar como são, sem deixarem de cuidar da saúde (afinal de contas, ninguém merece colesterol alto e diabetes). Já vi gordinhas extremamente saudáveis, sem nenhuma doença do tipo, e que eram felizes.
E cá pra nós, como já é dito na música "Zóio de Lula", do Charlie Brown Jr: 'muita gente tem forma, mas não tem conteúdo'. E o conteúdo, no final das contas, é o que realmente importa.

Tenho celulite, estria e bunda grande. E acho todas as modelos da SPFW MEDOOOOOONHAS!
Afinal de contas, não é nada bonito ver um esqueleto ambulante andando por aí...