Não poupo palavras pra dizer que não concordo com o vestibular do país. Sou uma estudante, ainda com certas dúvidas a respeito do que eu quero pro meu futuro profissional, e acho que poderia, assim como todos os outros milhões de estudantes do país, ser poupada da pressão e do cansaço que as provas provocam.
Hoje mesmo prestei o segundo dia da segunda fase de um dos vestibulares mais concorridos e bem avalaiados do país: a Fuvest. E vou dizer uma coisa: não é nada agradável ter de ficar quatro horas numa daquelas carteiras extremamente desconfortáveis tendo que botar o Tico e o Teco pra funcionar quando até mesmo eles já estão exautos. Acho ainda que os estudantes deveriam ser poupados de responderem questões que não dizem nada, ou dizem muito pouco, sobre a carreira que eles gostariam de seguir. Eu por exemplo: escolhi o curso de Letras, e tive que responder a questões mirabolantes de matemática, física e química que não estarão presentes na grade curricular do meu curso. Não que eu não goste da área de exatas e não a ache importante, muito pelo contrário: já cheguei a sonhar com um problema matemático que não conseguia resolver na escola. Mas isso não quer dizer que eu tenha que me preparar ao extremo para saber sobre uma matéria que eu não vá usar.
Acredito que os estudantes do ensino médio devem, sim, ter todas as matérias na grade escolar. É importante para desenvolver diferentes tipos de raciocínios e ampliar o conhecimento em diversas áreas. Mas quando falamos sobre a escolha profissional, a situação é diferente: muitas pessoas sentem dificuldades em determinadas matérias, e muitas vezes elas acabam por serem responsáveis pela reprovação do aluno em um vestibular, por exemplo.
E mais: alguém aí me explica pra que todo aquele número de questões? Alguém me explica por que os estudantes do país têm que ter toda aquela dor de cabeça, dor nas costas e fome decorrentes do tempo excessivo que passam sentados em uma carteira de madeira? Por quê responder a tantas questões, muitas delas absurdamente grandes?
Pra mim, tudo seria muito melhor se a quantidade de questões se reduzissem (bem como o tempo total das provas), se os alunos enviassem cartas para as universidades apresentando o histórico e o boletim escolar (o que já funcionaria muito bem como a "peneira" que eles tanto veneram), se os alunos fizessem provas bem elaboradas, mas de acordo com sua carreira específica.
E, claro, principalmente, se o ensino brasileiro sofresse reformas significativas que melhorassem a qualidade e ampliasse o número de estudantes aprovados nos vestibulares. E ampliasse o número de profissionais competentes e qualificados para o mercado de trabalho.
Ps: com tudo isso, ainda estudo para o terceiro dia do vetibular, enfrentando mais um dia de cansaço. Tudo isso por uma vaga numa universidade pública. Tudo isso pelo meu futuro.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Feliz 2010!
Tá certo, eu admito que está um pouco tarde pra dizer isso, afinal de contas estamos no dia 4, mas ainda assim é o que eu desejo pra minha vida.
Estava eu, em plena virada do ano, de mau humor e refletindo sobre certos aspectos da vida. Ao contrário do que fiz em anos anteriores, de criar uma lista com as coisas a serem realizadas, decidi excluir os planos. Nada de criar metas a serem cumpridas e de se criarem frustrações a partir de conquistas frustradas. Eu decidi, que esse ano, eu apenas viverei.
Viverei cada segundo intensamente, buscando realizar meus sonhos sem ideias mirabolantes, correndo atrás do prejuízo e alcançando a auto confiança, a minha principal arma na busca pela realização pessoal.
Não que eu não tenha gostado de 2009, muito pelo contrário. Vivi momentos incríveis no ano que passou, inclusos nele o gostinho de ter o primeiro namorado, a formatura do colegial, a viagem de Porto Seguro com o pessoal (que foi mais que incrível)... Conheci pessoas novas e incriveis que fizeram a diferença no ano. Terminei e reatei amizades, passei na maioria dos vestibulares que prestei e estou aqui, esperando pelo resultado de um dos maiores vestibulares do país pra constatar finalmente se estarei dentro de uma universidade pública ou não.
Enfim, o ano que passou foi mara! Vivi intensamente e tudo o mais. Mas, como nunca estamos plenamente satisfeitos com nada, acabei criando uma cobiça muito maior pelo ano de 2010. Sinto que esse vai ser o meu ano, em todos os aspectos. Sinto que conhecerei mais gente nova e incrível, que estarei mais confiante e que passarei por momentos mais especiais do que os anteriores. Afinal de contas, a gente sempre anseia por mais, não é mesmo?
2010, seja muito bem vindo. Vou fazer da sua vida um luxo!
Estava eu, em plena virada do ano, de mau humor e refletindo sobre certos aspectos da vida. Ao contrário do que fiz em anos anteriores, de criar uma lista com as coisas a serem realizadas, decidi excluir os planos. Nada de criar metas a serem cumpridas e de se criarem frustrações a partir de conquistas frustradas. Eu decidi, que esse ano, eu apenas viverei.
Viverei cada segundo intensamente, buscando realizar meus sonhos sem ideias mirabolantes, correndo atrás do prejuízo e alcançando a auto confiança, a minha principal arma na busca pela realização pessoal.
Não que eu não tenha gostado de 2009, muito pelo contrário. Vivi momentos incríveis no ano que passou, inclusos nele o gostinho de ter o primeiro namorado, a formatura do colegial, a viagem de Porto Seguro com o pessoal (que foi mais que incrível)... Conheci pessoas novas e incriveis que fizeram a diferença no ano. Terminei e reatei amizades, passei na maioria dos vestibulares que prestei e estou aqui, esperando pelo resultado de um dos maiores vestibulares do país pra constatar finalmente se estarei dentro de uma universidade pública ou não.
Enfim, o ano que passou foi mara! Vivi intensamente e tudo o mais. Mas, como nunca estamos plenamente satisfeitos com nada, acabei criando uma cobiça muito maior pelo ano de 2010. Sinto que esse vai ser o meu ano, em todos os aspectos. Sinto que conhecerei mais gente nova e incrível, que estarei mais confiante e que passarei por momentos mais especiais do que os anteriores. Afinal de contas, a gente sempre anseia por mais, não é mesmo?
2010, seja muito bem vindo. Vou fazer da sua vida um luxo!
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Pobre vestido cor de rosa
Fico impressionada com a selvageria de algumas pessoas. Tem certos comportamentos que me surpreendem ao extremo, ainda mais porque são dignos da era primitivo e não do século que nós vivemos.
No mundo moderno em que vivemos, existe aceitação para tudo: prostituição, drogas... Mas quando se trata de ir bonita e bem arrumada para a faculdade, a aceitação torna-se um capítulo de hipocrisia e machismo que eu, até então, acreditava estar extinto.
Foi um episódio ridículo e lamentável o da estudante da Uniban. Li depoimentos da família e da própria estudante, que não entendera o motivo da revolta. Aliás, nem eu entendi. Passo em frente a inúmeras universidades e me deparo com vários jovens usando bermudas, saias curtas, vestidos, salto alto, chinelos e bonézinhos de grife. E nenhum deles foram ridicularizados por usarem tais peças de roupa.
No entanto, uma jovem (que quer ter tanto direito de se expressar quanto os outros estudantes) torna-se vítima de um absurdo maior: é xingada de puta, ameaçada de estupro e espancamento entre tantos outros traumas que poderá carregar por causa de um episódio lamentável como esses.
Confesso que agora tenho medo: gosto de me maquiar e usar salto e vestido como acredito que todas as outras mulheres desse mundo gostam. Será que eu seria insultada numa futura faculdade por causa disso?
O que me surpreende é que esses jovens que ridicularizaram a menina ainda estão estudando na faculdade em busca de um diploma. Será que eles não refletem que, tendo participado dessa barbaridade, o diploma não teria valor nenhum? Até por que o conceito de humanidade e cidadania desses jovens foi pro espaço!
São uns verdadeiros animais tentando pagar de racionais, isso sim! Burrice, insensibilidade, machismo e tantas outras coisas que passaria um ano citando.
O episódio da Uniban foi de chorar. Em todos os aspectos.
No mundo moderno em que vivemos, existe aceitação para tudo: prostituição, drogas... Mas quando se trata de ir bonita e bem arrumada para a faculdade, a aceitação torna-se um capítulo de hipocrisia e machismo que eu, até então, acreditava estar extinto.
Foi um episódio ridículo e lamentável o da estudante da Uniban. Li depoimentos da família e da própria estudante, que não entendera o motivo da revolta. Aliás, nem eu entendi. Passo em frente a inúmeras universidades e me deparo com vários jovens usando bermudas, saias curtas, vestidos, salto alto, chinelos e bonézinhos de grife. E nenhum deles foram ridicularizados por usarem tais peças de roupa.
No entanto, uma jovem (que quer ter tanto direito de se expressar quanto os outros estudantes) torna-se vítima de um absurdo maior: é xingada de puta, ameaçada de estupro e espancamento entre tantos outros traumas que poderá carregar por causa de um episódio lamentável como esses.
Confesso que agora tenho medo: gosto de me maquiar e usar salto e vestido como acredito que todas as outras mulheres desse mundo gostam. Será que eu seria insultada numa futura faculdade por causa disso?
O que me surpreende é que esses jovens que ridicularizaram a menina ainda estão estudando na faculdade em busca de um diploma. Será que eles não refletem que, tendo participado dessa barbaridade, o diploma não teria valor nenhum? Até por que o conceito de humanidade e cidadania desses jovens foi pro espaço!
São uns verdadeiros animais tentando pagar de racionais, isso sim! Burrice, insensibilidade, machismo e tantas outras coisas que passaria um ano citando.
O episódio da Uniban foi de chorar. Em todos os aspectos.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Dor Invisível
E de repente, tudo se transforma.
Os lindos campos verdejantes secam.
O sol some num horizonte distante; e a Lua sequer aparece para iluminar a penumbra.
Há uma estrada escura e sinuosa, por onde caminho sem rumo algum.
E a tristeza... Ela surge em meus olhos. Seguem lágrimas salgadas, que lavam o meu rosto mas pesam em minha alma.
As lembranças permanecem, doces e dolorosas em minhas memórias.
Lembro daquilo que um dia já foi bom. Isso parece só me angustiar agora; intensamente.
E tudo parece ter se perdido.
Só ficam as dores; fortes, puras e invisíveis.
As alegrias se dissiparam, os sorrisos murcharam e a força deu lugar a uma fraqueza bruta quase impossível de suportar.
O gosto doce dos beijos lembrados tornam-se amargos.
E os abraços, um dia tão calorosos e reconfortantes, cercam-se de espinhos.
Espinhos que cresem a todo instante.
Espinhos que perfuram meu corpo.
Espinhos invisíveis que cercam o coração...
Meu coração perdido nas sombras.
Meu coração que sangra intensamente.
Os lindos campos verdejantes secam.
O sol some num horizonte distante; e a Lua sequer aparece para iluminar a penumbra.
Há uma estrada escura e sinuosa, por onde caminho sem rumo algum.
E a tristeza... Ela surge em meus olhos. Seguem lágrimas salgadas, que lavam o meu rosto mas pesam em minha alma.
As lembranças permanecem, doces e dolorosas em minhas memórias.
Lembro daquilo que um dia já foi bom. Isso parece só me angustiar agora; intensamente.
E tudo parece ter se perdido.
Só ficam as dores; fortes, puras e invisíveis.
As alegrias se dissiparam, os sorrisos murcharam e a força deu lugar a uma fraqueza bruta quase impossível de suportar.
O gosto doce dos beijos lembrados tornam-se amargos.
E os abraços, um dia tão calorosos e reconfortantes, cercam-se de espinhos.
Espinhos que cresem a todo instante.
Espinhos que perfuram meu corpo.
Espinhos invisíveis que cercam o coração...
Meu coração perdido nas sombras.
Meu coração que sangra intensamente.
domingo, 13 de setembro de 2009
São Paulo Cultural
Não aguento mais shopping e cinema. Sério! Quando não se tem nenhuma ideia do que se fazer nos finais de semana, ou quando o dinheiro falta para um programa de boas casas noturnas e bares, as pessoas geralmente recorrem a esses dois programinhas comuns e repetitivos para passar o tempo.
É realmente triste porque São Paulo, sendo esse grande centro urbano e meio caótico que todos conhecemos, é rico em cultura.
Sim, cultura! E muitas vezes não sai nem um pouco caro. E as pessoas ainda assim se prendem ao famoso inferno de vitrine, muitas vezes apenas para andar sem comprar nada.
Ontem mesmo fui no Teatro de Dança no Teatro Itália conferir a montagem de Giselle, um clássico do Ballet encenado pela primeira vez em 1841, pela Cia Brasileira de Danças Clássicas.
A história da montagem é uma tragédia romântica... Mas que vale a pena ser vista por todos os prós que têm: o cenário simples mas muito bem elaborado, os figurinos foféééérrimos, a encenação por parte dos bailarinos, que trabalham perfeitamente bem com cada músculo de seus corpos, digamos assim, absurdamente elásticos.
Sempre fui fascinada pelo ballet clássico. Muitas montagens combinam a arte perfeita da dança com um teatro mudo. E ainda em se tratando de Giselle, em cartaz até o dia 20 de setembro, vale a pena não só pela perfeição da montagem (eu, particularemente, não vi nenhum defeito), mas pela economia do programa: a peça em si custa apenas 4 reais. E estudante paga meia... ¬¬'
A única coisa que literalmente ferra as pessoas é o estacionamento... 15 reais! Sai mais caro que a peça.
Agora, se tiver uma graninha sobrando, vale a pena parar na Bela Vista pra comer no Roperto. Musiquinha italiana ao vivo, ambiente agradável e comida MARA! Se forem lá, peçam o Raviolli de mussarela de búfala ao molho funghi e o talherim à putanesca. Vale a pena! =D
É realmente triste porque São Paulo, sendo esse grande centro urbano e meio caótico que todos conhecemos, é rico em cultura.
Sim, cultura! E muitas vezes não sai nem um pouco caro. E as pessoas ainda assim se prendem ao famoso inferno de vitrine, muitas vezes apenas para andar sem comprar nada.
Ontem mesmo fui no Teatro de Dança no Teatro Itália conferir a montagem de Giselle, um clássico do Ballet encenado pela primeira vez em 1841, pela Cia Brasileira de Danças Clássicas.
A história da montagem é uma tragédia romântica... Mas que vale a pena ser vista por todos os prós que têm: o cenário simples mas muito bem elaborado, os figurinos foféééérrimos, a encenação por parte dos bailarinos, que trabalham perfeitamente bem com cada músculo de seus corpos, digamos assim, absurdamente elásticos.
Sempre fui fascinada pelo ballet clássico. Muitas montagens combinam a arte perfeita da dança com um teatro mudo. E ainda em se tratando de Giselle, em cartaz até o dia 20 de setembro, vale a pena não só pela perfeição da montagem (eu, particularemente, não vi nenhum defeito), mas pela economia do programa: a peça em si custa apenas 4 reais. E estudante paga meia... ¬¬'
A única coisa que literalmente ferra as pessoas é o estacionamento... 15 reais! Sai mais caro que a peça.
Agora, se tiver uma graninha sobrando, vale a pena parar na Bela Vista pra comer no Roperto. Musiquinha italiana ao vivo, ambiente agradável e comida MARA! Se forem lá, peçam o Raviolli de mussarela de búfala ao molho funghi e o talherim à putanesca. Vale a pena! =D
Pequenos feitos alardeados
Confesso que fico surpresa com a capacidade de alguns jornalistas de criar notícias insignificantes. São inúmeros os fatos noticiados em jornais e revistas que só servem para causar desconforto nos famosos e tomar um tempinho dos leitores que não tem mais nada para fazer.
De certa forma, fofocas entretêm. É até divertido ler tais fatos quando se está de bobeira. Mas, em alguns casos, era melhor que as prórpias notícias não tivessem sido escritas.
Posso citar alguns bons exemplos:
Sacha escreve errado no Twitter, Juliana Paes é flagrada com celulite na praia, Robert Pattinson vai a show de rock, Kristen Stewart leva um capote nos sets de gravação, Malu Mader é flagrada tomando sorvete, Paulinho Vilhena pegou onda ontem... Pra que que eu quero saber disso?
O que eu fico mais surpresa é que realmente existem pessoas que ficam horas lendo isso. Que se importam em saber quem tem celulite, quem tomou sorvete, que foi a um show, quem levou um tombo. Como se artistas não fossem normais o suficientes para terem um cotidiano comum.
E outra: pra que estampar corpos de mulheres bonitas e normais em fotos distorcidas apontando defeitos como celulite e derivados? Todos temos esses tipos de problemas. Ninguem está impune. Agora se alguém aparece com um mínimo de celulite ou estria possível, já vira um monstro em revistas de fofoca. E quando usam uma calça que marca mais o corpo? Estão GORDÉRRIMAS!
E mais: pobres das famosas que esquecem de elevar a postura e deixam aquela barriguinha "saliente" por causa da coluna. Já estão grávidas. Grávidas de, como diria José Simão, azeitonas. É a única justificativa né...
Sugiro que alguns jornalistas procurem fatos mais interessantes para serem noticiados ao público. "Babados cabeludos", novos trabalhos de cada artista, críticas que não procuram apenas "destruir" o trabalho de alguém, mas encontrar prós e contras para o leitor se situar com o que vai encontrar em teatros, cinemas, exposições... Além do que, existem milhões de coisas acontecendo no mundo a todo instante. Fatos relacionados à esporte, cultura em geral, política e tantos outros assuntos. Pra que alardear pequenos feitos sem importância?
De certa forma, fofocas entretêm. É até divertido ler tais fatos quando se está de bobeira. Mas, em alguns casos, era melhor que as prórpias notícias não tivessem sido escritas.
Posso citar alguns bons exemplos:
Sacha escreve errado no Twitter, Juliana Paes é flagrada com celulite na praia, Robert Pattinson vai a show de rock, Kristen Stewart leva um capote nos sets de gravação, Malu Mader é flagrada tomando sorvete, Paulinho Vilhena pegou onda ontem... Pra que que eu quero saber disso?
O que eu fico mais surpresa é que realmente existem pessoas que ficam horas lendo isso. Que se importam em saber quem tem celulite, quem tomou sorvete, que foi a um show, quem levou um tombo. Como se artistas não fossem normais o suficientes para terem um cotidiano comum.
E outra: pra que estampar corpos de mulheres bonitas e normais em fotos distorcidas apontando defeitos como celulite e derivados? Todos temos esses tipos de problemas. Ninguem está impune. Agora se alguém aparece com um mínimo de celulite ou estria possível, já vira um monstro em revistas de fofoca. E quando usam uma calça que marca mais o corpo? Estão GORDÉRRIMAS!
E mais: pobres das famosas que esquecem de elevar a postura e deixam aquela barriguinha "saliente" por causa da coluna. Já estão grávidas. Grávidas de, como diria José Simão, azeitonas. É a única justificativa né...
Sugiro que alguns jornalistas procurem fatos mais interessantes para serem noticiados ao público. "Babados cabeludos", novos trabalhos de cada artista, críticas que não procuram apenas "destruir" o trabalho de alguém, mas encontrar prós e contras para o leitor se situar com o que vai encontrar em teatros, cinemas, exposições... Além do que, existem milhões de coisas acontecendo no mundo a todo instante. Fatos relacionados à esporte, cultura em geral, política e tantos outros assuntos. Pra que alardear pequenos feitos sem importância?
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
A polêmica da maconha
Hoje a Joven Pan foi no meu colégio realizar uma palestra, que faz parte de uma campanha da rádio contra as drogas.
Papo vai, papo vem, depoimentos de um ex usuário de crack, concurso de redação (que eu perdi =[ , o assunto que mais causou polêmica, é claro, foi a maconha.
A maioria dos meus colegas de classe, com os quais convivo diariamente e mantenho um certo "contato" fora da escola, são usuários assumidos. Nunca notei nenhum tipo de comportamento deles que indicasse a dependência, mas eles assumem declaradamente que gostam dos efeitos da suposta "droga" (ponho aspas porque muitos discordam desse termo) e, é claro, saem em defesa da mesma. Perdi as contas das vezes em que meus colegas cabularam aula para ir a um bairro vizinho ao da escola com o intuito de fumar (e de fazer coisitchas mais que, céus, prefiro não comentar...)
Eu, particularmente, nunca experimentei. Desconheço esse tipo de viagem da qual todos falam... E confesso não sustentar grande vontade de experimentá-la. Mas assumo concordar com a legalização da mesma.
Loucura? Até que não... E explico o por quê: considero o cigarro muito pior do que a maconha, pois ele contém uma quantidade muito maior de substâncias tóxicas e traz mais efeitos nocivos ao organismo, embora a maconha traga mais danos ao cérebro. Além do que é muito mais fácil a pessoa viciar em cigarro do que em maconha. E mais: legalizando a droga, o governo estaria criando um projeto decente de combate ao tráfico, que certamente cairia consideravelmente.
Mas é claro: precisamos analisar o outro lado também. Legalizando a maconha, teria que ser criado um projeto semelhante à nova lei do cigarro: as pessoas não deveriam fumar em lugares fechados, para não prejudicar os não-fumantes com o cheiro que, vamos combinar, não é nem um pouco agradável. Além do que deveriam ter lugares próprios ao ar livre para fumar a danada, porque não é todo mundo que vê esse tipo de consumo com simpatia... E a fiscalização deveria ser extremamente rigorosa, senão vira festa de planta.
A jornalista responsável pelo projeto, o psicólogo que trabalha com usuários de drogas e os professores e coordenadores da escola com certeza se manifestavam contra a maconha. A parcela de alunos usuários obviamente achavam os discursos um absurdo. Uma de minhas colegas de classe se manifestou e perguntou aos palestrantes se eles acreditavam que a maconha abria a porta pra outras drogas. A resposta era óbvia... Afinal de contas, a maioria dos dependentes químicos passou pela maconha antes de partir para o uso de outras drogas. Por ser mais fraca do que outras substâncias, ela contribui para que os usuários procurem por outras substâncias a fim de ficarem mais "chapados". Ela, assim como todos os outros alunos usuários que não tiveram coragem de se manifestar, saiu em defesa da dita cuja: afirmou que não "existia" vício ou overdose de maconha. Bom, o ex usuário que estava lá contou uma história bem longa sobre seu vício. Antes de partir para o uso do crack, ele era usuário da maconha. E quando não pode comprar a danada ficou tão desesperado que cheirou éster.
Ela tinha um exemplo vivo de vício ali na frente. Existem pessoas que procuram ajuda para se livrar dele. E quanto à overdose: é possível tê-la, sim, com o uso da maconha. O índice de THC no baseado teria que ser absurdo para levar a pessoa a esse extremo, mas se ingerida ela provoca picos de alucinação e... Bom, o resto vocês já sabem.
Mas acho que o maior absurdo da palestra foi o argumento utilizado por minha cara colega de classe. Olhando para os palestrantes, que argumentavam contra o uso da maconha, ela elevou a voz e disse: "Isso que é um preconceito cultural". Eu ri muito com a frase inacreditável. Já deixei claro nesse post que não tenho nada contra o uso da maconha e até sou a favor da legalização, mas desde quando maconha é cultura? Desde quando colocar um baseado na boca e ficar doidão faz parte da cultura? Gente, ler nessas horas é o que há!
Em suma: quem quiser usar, vai em frente e fique a vontade. Se a pessoa tem consciência do que está fazendo e aceitar supostas consequências, tudo certo.
Não fumando perto de mim (odeio cigarro e não gosto do cheiro da maconha), tá beleza.
Afinal, ser cheirosinho e saudável é o que há.
Papo vai, papo vem, depoimentos de um ex usuário de crack, concurso de redação (que eu perdi =[ , o assunto que mais causou polêmica, é claro, foi a maconha.
A maioria dos meus colegas de classe, com os quais convivo diariamente e mantenho um certo "contato" fora da escola, são usuários assumidos. Nunca notei nenhum tipo de comportamento deles que indicasse a dependência, mas eles assumem declaradamente que gostam dos efeitos da suposta "droga" (ponho aspas porque muitos discordam desse termo) e, é claro, saem em defesa da mesma. Perdi as contas das vezes em que meus colegas cabularam aula para ir a um bairro vizinho ao da escola com o intuito de fumar (e de fazer coisitchas mais que, céus, prefiro não comentar...)
Eu, particularmente, nunca experimentei. Desconheço esse tipo de viagem da qual todos falam... E confesso não sustentar grande vontade de experimentá-la. Mas assumo concordar com a legalização da mesma.
Loucura? Até que não... E explico o por quê: considero o cigarro muito pior do que a maconha, pois ele contém uma quantidade muito maior de substâncias tóxicas e traz mais efeitos nocivos ao organismo, embora a maconha traga mais danos ao cérebro. Além do que é muito mais fácil a pessoa viciar em cigarro do que em maconha. E mais: legalizando a droga, o governo estaria criando um projeto decente de combate ao tráfico, que certamente cairia consideravelmente.
Mas é claro: precisamos analisar o outro lado também. Legalizando a maconha, teria que ser criado um projeto semelhante à nova lei do cigarro: as pessoas não deveriam fumar em lugares fechados, para não prejudicar os não-fumantes com o cheiro que, vamos combinar, não é nem um pouco agradável. Além do que deveriam ter lugares próprios ao ar livre para fumar a danada, porque não é todo mundo que vê esse tipo de consumo com simpatia... E a fiscalização deveria ser extremamente rigorosa, senão vira festa de planta.
A jornalista responsável pelo projeto, o psicólogo que trabalha com usuários de drogas e os professores e coordenadores da escola com certeza se manifestavam contra a maconha. A parcela de alunos usuários obviamente achavam os discursos um absurdo. Uma de minhas colegas de classe se manifestou e perguntou aos palestrantes se eles acreditavam que a maconha abria a porta pra outras drogas. A resposta era óbvia... Afinal de contas, a maioria dos dependentes químicos passou pela maconha antes de partir para o uso de outras drogas. Por ser mais fraca do que outras substâncias, ela contribui para que os usuários procurem por outras substâncias a fim de ficarem mais "chapados". Ela, assim como todos os outros alunos usuários que não tiveram coragem de se manifestar, saiu em defesa da dita cuja: afirmou que não "existia" vício ou overdose de maconha. Bom, o ex usuário que estava lá contou uma história bem longa sobre seu vício. Antes de partir para o uso do crack, ele era usuário da maconha. E quando não pode comprar a danada ficou tão desesperado que cheirou éster.
Ela tinha um exemplo vivo de vício ali na frente. Existem pessoas que procuram ajuda para se livrar dele. E quanto à overdose: é possível tê-la, sim, com o uso da maconha. O índice de THC no baseado teria que ser absurdo para levar a pessoa a esse extremo, mas se ingerida ela provoca picos de alucinação e... Bom, o resto vocês já sabem.
Mas acho que o maior absurdo da palestra foi o argumento utilizado por minha cara colega de classe. Olhando para os palestrantes, que argumentavam contra o uso da maconha, ela elevou a voz e disse: "Isso que é um preconceito cultural". Eu ri muito com a frase inacreditável. Já deixei claro nesse post que não tenho nada contra o uso da maconha e até sou a favor da legalização, mas desde quando maconha é cultura? Desde quando colocar um baseado na boca e ficar doidão faz parte da cultura? Gente, ler nessas horas é o que há!
Em suma: quem quiser usar, vai em frente e fique a vontade. Se a pessoa tem consciência do que está fazendo e aceitar supostas consequências, tudo certo.
Não fumando perto de mim (odeio cigarro e não gosto do cheiro da maconha), tá beleza.
Afinal, ser cheirosinho e saudável é o que há.
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