quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O sucesso de Avatar

Hoje fui ai cinema com o meu tio, minha irmã e uma prima minha. No meio dessa tarde chuvosa, decidimos sair um pouco da mesmice da reforma da casa da minha avó e fomos ao cinema assistir à sessão 3D de "Avatar".
Confesso que fiquei extremamente espantada ao ouvir falar do filme. Num único final de semana, já arrecadou milhões e milhões de dólares de bilheteria, e viria a se tornar a segunda melhor bilheteria da história do cinema, atrás apenas de Titanic, do mesmo diretor James Cameron (ainda quero saber qual a essência que esse cara tem pra poder produzir filmes tão lucrativos...). Achei que, por se tratar de uma espécie de ficção científica, vinda de desenhos, o filme seria apenas mais um sucesso norte americano de propaganda exagerada. Mas qual foi a minha surpresa a me deparar com a sala de cinema completamente cheia, em plena quarta feira de cinzas, quando o filme já tinha feito sua estreia há uns bons dias... E minha surpresa se intensificou ainda mais com o que se sucedeu à minha frente: um verdadeiro espetáculo de efeitos especiais, atuação, e a própria essência da história. Tudo impecável.
Entortei a cara ao ver que só tinha lugares bem em frente à tela: eu sairia com uma dor intensa no pescoço, e uma dor de cabeça bem forte por forçar as vistas, mas ainda assim valeu a pena. Não deixei de ficar pensativa com certas coisas, pois a história do filme é uma verdadeira lição para nós, os seres humanos egoístas e egôcentricos, que achamos que o mundo só gira em torno de nosso umbigo. Ver um mundo de criaturas belíssimas (e azuis) fazem com que pensamos em como anda nossa relação com os nossos semelhantes e, inclusive, com a mãe natureza. E, claro, com nossas crenças. As criaturas do filme são completamente ligadas à floresta em que habitam, e oram até mesmo ao matar um animal, coisa que seres humanos com certeza não fariam. O valor que eles dão à crença em sua deusa, o carinho para com os animais e à natureza nos levam a refletir sobre a nossa própria essência, que há muito parece ter se perdido.
Falta de respeito com os animais, que muitas vezes viram alvo de tortura nas mãos de caçadores desalmados; a falta de respeito com a natureza, hoje vítima de desmatamentos e de intervenções humanas; à falta de crenças que, com certeza absoluta, irá se refletir brevemente em nossas vidas. Não vejo mais as pesoas terem respeito umas com as outras, raramente vejo alguém se apegar à uma crença. Em viagens, pessoas se recusam a ficar descalças em meio à grama e à terra, se esquecendo de que esse é o nosso maior vínculo com a natureza. E que tem um apelo espiritual muito significativo...
Portanto, pra mim pelo menos, "Avatar" não teve somente um espetáculo de efeitos e de visuais: teve um espetáculo de história. E nós humanos, mais uma vez, somos os vilões da história, querendo destruir as belas criaturas azuis e o meio em que habitam, tudo em prol de nosso mundo "civilizado". E mais uma vez somos derrotados por outras criaturas e pela própria natureza. E, inclusive, do protagonista humano da história (assistam, e entenderão o por quê)...
Uma salva de palmas a James Cameron por ter trazido esse espetáculo para as telas de cinema do mundo inteiro. Só espero que as pessoas captem certas mensagens do filme, ao invés de apenas notarem os efeitos visuais e especiais impecáveis do filme. Ainda mais em 3D...



Recomendo. Vale o ingresso! =D

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Os mistérios do suicídio

Estive acompanhando o blog da estilista Thais Losso nos últimos dias, e foi através dela que soube da morte do estilista Alexander McQueen. Causa apontada da morte: suicídio...
Nunca deixo de ficar pensativa sobre a ideia do suícidio. Não me sinto no direito de julgar ninguém, mas é impossível não apontar certas consequências para tais atos: a saudade que a pessoa deixa nos amigos e nos parentes mais próximos é muito amarga, triste e avassaladora, fora que eu, na condição de espírita, não deixo de pensar no que a pessoa enfrentará do outro lado por ter acabado com a própria vida.
Penso que todos têm um momento ruim da vida, em que nada tem graça, em que a tristeza surge em proporções inimagináveis... Mas pra tudo se dá um jeito. Há um espírito dentro de cada um que se chama "vencedor", e só é preciso olhar para dentro de si mesmo para deixá-lo aflorar. Os momentos ruins passam, e a pessoa sempre terá uma nova chance de viver, de se redimir, de ser alegre...
Se suicidar certamente não é a melhor solução para solucionar problemas. Sou uma pessoa que não consegue ficar calada até obter a última palavra (bem pavio curto) e não consigo deixar nada inacabado. A sensação que os suicidas me passam é de desistência, de seixar coisas inacabadas aqui, de não cumprir a missão. E isso não seria cabível pra mim. Em hipótese alguma!
Para pessoas que já pensaram em se matar, seja por razões enormes ou apenas uma simples depressão: todos temos dificuldades, mas SEMPRE depois desses momentos somos recompensados. Ainda que a tristeza dure muito, a alegria sempre virá multiplicada.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Orgulho de ser um neto

Nada como passar o dia inteiro fora de casa, tendo que enfrentar as preocupações diárias com trabalho e estudos, mais o trânsito caótica e diversas conturbações que ocorrem numa vida urbana, e voltar para a velha casa que sempre nos dá o apoio e os mimos que necessitamos.
Me diz: tem coisa mais gostosa do que encontrar carinho e conforto nos braços sábios e experientes de nossos avós? Como não se sentir bem sendo mimado, tendo atenção e amor?
Depois de ver inúmeras luzes dos carros e de me estressar no trânsito, cheguei àquela casa, fui direto para a cozinha tomar um gole de café e comer um pedaço de bolo de laranja caseiro. A senhora surgiu logo depois, sempre ativa e sorridente, me acompanhando. Sentou-se em uma de suas cadeiras e se pôs a conversar com a filha e com a neta. Qualquer tipo de assunto servia, e se estendia trazendo risadas e mais papos. Os minutos se passam, e logo ela convida: querem jantar? Rocambole caseiro salgado, arroz e feijão como nenhuma outra pessoa no mundo faz, salada, e até o brócolis (tipo assim, eu odeio brócolis, como posso gostar de comer o dela?). Ela espera a gente terminar de comer, sempre sorrindo a cada elogio que fazemos à sua comida de vó, aquela comida que só elas mesmas sabem fazer.
E depois, continuou a conversar, a rir de minhas piadas prontas e absurdas, e de todas as coisas inúteis e imbecis que eu falava. E sempre dava sábios conselhos, e passava uma paz absoluta só de sentar perto dela.
E, com uma tarde gostosa e reconfortante como essa, fui para casa mais calma e feliz.
E isso acontece sempre que eu a visito.


Onde foram parar os problemas mesmo?

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Viver

Sol. Chuva. Arco Íris. Nuvens.
Dia. Tarde. Noite.
Dormir. Acordar. Deitar. Levantar.
Dançar. Correr. Pular. Andar.
Rir. Chorar. Gritar. Cochichar.
Comer. Comer. Comer.
Beijar. Abraçar. Ficar. Namorar.
Amar. Amar. Amar.
Dor. Alegria. Tristeza. Vergonha.
Cantar. Desenhar. Tocar. Pintar. Atuar.
Rir. Rir. Rir.


A vida é realmente uma delícia...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Tristeza passageira

Não há nada mais desagradável do que criar expectativas e se frustrar com elas. Sei, mais do que ninguém, o que isso significa.
Pensei que passaria no vestibular de uma universidade pública, pensei que esse ano me sobraria dinheiro pra ivestir na minha carreira artística, pensei que tudo o que eu planejei nos anos anteriores finalmente aconteceria... E eu me enganei.
Me enganei porque não passei na Usp como acreditava que passaria, me enganei porque só o que me restou foram faculdades particulares, me enganei porque meu pai perdeu o emprego e agora passo por algumas dificuldades financeiras. Dificuldades pequenas, mas que ainda assim existem.
Mas, ao invés de me frustrar dessa vez, resolvi não deixar nada me abalar...
Resolvi que vou correr atrás dos meus sonhos do mesmo jeito. E, com isso em mente, voltei a me animar, deixando os gritos de dor e as lágrimas de lado. A tristeza foi bem repentina, e já parte sem deixar novos vestígios.
Comecei procurando por alguns trabalhos como modelo em agências e outros trabalhos na área de vendas, mentalizando que logo mais um emprego estará em minhs mãos. Comecei a pesquisar por provas de bolsas em cursinhos ou programas de bolsas e descontos nas faculdades que eu já passei. E tenho obtido resultados agradáveis até então.
Meu pai já procura por um novo emprego e já rescebeu algumas propostas.
E eu, quando sinto que algum desespero ou desânimo me afeta, começo a me distrair: cozinho, leio, escrevo, desenho, pinto, canto, vejo filmes... E logo me vem mais inspiração pra continuar a lutar e a batalhar pelo o que eu quero.

Sei que essa fase difícil é passageira.
Sei que conseguirei me reerguer de todas essas dificuldades em breve.
Sei que meus sonhos continuarão em alta, e eu não vou desistir de buscá-los.

Eu serei uma batalhadora, e farei com que o mundo um dia conheça o meu nome.
E tenho certeza absoluta: EU SEREI UMA GRANDE VENCEDORA!

domingo, 31 de janeiro de 2010

A arte da bailarina

Sob a luz do palco ela brilha, ofuscante como uma estrela.
Seus pés estão calçados em uma sapatilha de ponta. E ela caminha, e ela dança, e ela pula, sempre com a graça de um anjo.
Suas pernas longilíneas e torneadas são invejadas e desejadas. Naquele momento, e naquele palco, nada mais importa para ela, a não ser o som clássico e suave das músicas, responsável pela dança contempleda pela plateia.
O piano toca suavemente, o vento toca nas cortinas que não ousam fechar jamais.
Tudo por causa dela, de sua arte majestosa, de sua dança tão perfeita, e de sua beleza tão pura e intocada.
O coque impecavelmente feito no alto de sua cabeça lhe dão elegância. As roupas leves e brilhantes lhe dão glamour, e a cintura fina e as sapatilhas que acompanham seus pés doloridos lhe trazem a sensação de dama intocável, tão plena e misteriosa.
Em cada canto do palco, ela dança a vida: cada momento de dor, cada momento de alegria, cada momento de raiva, cada momento de amor. Suas representações tão artísticas e indiretas levam o público a pensar: será que é isso que eu faço em meus momentos?
A bailarina nos representa em cada pequeno gesto com sua dança clássica e elegante. Sofrendo a dor profunda da rigorosidade dos passos, e das consequências que sua elasticidade traz a seu corpo magro e perfeito. É ela a representante real da vida, pois além de dançarina, é uma atriz: muda e bela, e sempre tão artisticamente sofrida.
Homens, mulheres e crianças, contemplem a bailarina.
Contemplem a dança da vida.
E encontrem a si mesmos no corpo e na dança dessa dama tão clássica, misteriosa e perfeita.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Ser e não ser

Ás vezes, eu queria ser um super herói.
Ter milhões de poderes em minhas mãos e uma força sobrenatural, que me permitiriam combater criminosos e injustos, além de ajudar a destruir a miséria e os problemas ambientais que assombram o mundo.
Ás vezes, eu queria ser uma vampira.
Ter o dom de ler pensamentos, de induzir as pessoas a fazerem certas coisas, de ter uma beleza absurda capaz de seduzir qualquer um, de sugar sangue, de assustar, de ter os homens que eu quiser, de ter uma força e uma velocidade absurdas, de ser noturna...
Ás vezes, eu queria ser a lua.
Poder iluminar a escuridão da noite, servir de cenário para os casais apaixonados, refletir sob as águas, ser apreciada pela beleza pura e única.
Ás vezes, eu queria ser a chuva.
Poder molhar a terra e provocar aquele cheiro agradável, servir de desculpa para as pessoas ficarem em casa sonolentas e despreocupadas, refrescar o calor.
Ás vezes, eu queria ser o vento.
Soprar por todos os cantos, e de servir de exemplo para que as pessoas acreditem em Deus (Aquele que não se vê, apenas se sente).

Tem tantas coisas que eu adoraria ser...
Ser apenas humana não detém minha sede de vida, minha vontade de agarrar o mundo, meu desejo de mudar tudo.
Ainda que eu pudesse resolver tudo apenas em textos escritos, já me valeriam muito mais.