quinta-feira, 4 de novembro de 2010

SWU!!!!

Demorei um tempo pra tomar vergonha na cara e registrar aqui tudo o que se passou na insana viagem a Itu entre os dias 8 e 12 de outubro. O que aconteceu nessa cidade dentro desse período só não sabe quem é um completo aliado e não soube nada do evento histórico que marcou a cidade, o Estado e teve repercussão internacional.

Vamos aos registros...

Dia 8/10 - A partida.

Demorei um tempo pra conseguir convencer meus pais a viajar sozinha com os amigos. Ter 17 anos e poucos registros de viagens não contribuíram em nada para ajudar a convencê-los. Tive que argumentar muito, me fazer de boazinha sempre fazendo tudo o que eles me pediam e até escrever uma carta extensa pra eles. Passado o perrengue, consegui convencê-los. E no dia 8 de outubro, acordei cedo, preparei as malas e peguei carona com a mãe de uma amiga minha. Ela nos deixou (eu e mais duas mulheres) na casa do namorado de uma delas. Dali, fomos até o mercado, encontramos mais um grupo de amigos, abastecemos o carro com comida e álcool e partimos para uma estrada cuja trilha sonora era feita com guitarras altas, vocais insanos, baixos e baterias alucinantes. Ou seja: o rock!
Chegamos a Indaiatuba na casa de um amigo onde nos hospedaríamos. Fomos recepcionados por uma caseira, super fofa (e que trabalhou pra cacete com a bagunça nada amigável que fizemos) e arrumamos nossos quartos. Ficamos na varanda ouvindo um som, conversando e fazendo bagunça (e Deus me livre de contar os detalhes da bagunça, adolescente realmente não tem juízo!). Chegaram mais amigos, bagunçamos mais ainda com churrasco, som alto, bolinhas de sabão feitas com gumaça de narguilé (sim, isso é possível. E a essa altura do campeonato, quando o álcool domina seu sangue, assoprar as bolinhas pode ser algo incrivelmente divertido, ainda mais quando elas estouram e só fica a fumaça). Jogamos futebol (quase acabamos com a churrasqueira com chutes errados), fizemos uma roda em volta da piscina tocando violão com pop, samba das antigas e muito rock. Gargalhadas de madrugada, pouco sono, casa suja e, finalmente, sono e descanso para o dia seguinte.

9/10 - O primeiro dia
Meu orçamento não permitiu que eu comprasse o ingresso do primeiro dia, então fiquei na casa com um casal de amigos e um outro cara. A galera se preparou depois do café da manhã, fez um esquenta e entrou na van por volta do meio dia. Quem ficou na casa, como eu, ficou pesado de tanto comer, tomou um pouquinho de sol, e tirou uma soneca no meio da tarde. Assistimos alguns filmes e, bem tarde da noite, eis que recebo uma chamada no meu celular com um bando de roqueiros gritando no meu pé do ouvido: Camis, é o melhor dia da minha vida! E eis que, ao fundo, Killing in the name, do Rage Against the Machine contribui para deixar a vibe ainda mais louca. Filhos da puta!
- Relaxa, Camis! Amanhã o dia vai ser melhor. Você vai estar aqui e a gente vai tocar o terror!Tudo bem, não é sempre que se pode ganhar.Eles voltaram três horas da manhã. Se atrasaram por causa do trânsito louco que estava pra sair da Fazenda Maeda. Jantaram e dormiram durante poucas horas pra poder acordar e partir pra mais um dia insano.

10/10 - Segundo (espetacular) dia.

A data! 10/10/10. Que medo... E dizem que tem a ver com o meio ambiente, mas pra mim parece filme de terror. Mas tudo bem... O cenário foi mais insano e divertido do que eu esperava. Café da manhã, arrumação... O segundo dia de SWU deixou a casa vazia: todo mundo foi. Na van, muitas musiquinhas de excursão. Mas, claro, nós inventávamos a nossa.
Mais risadas, besteiras e, quando chegamos, nos deparamos com uma fila quilométrica que pediu um vídeo registrado com a melhor galera do mundo!

E, pasmem, descobrimos que a polícia de ITU tem Twitter!



Então tá, né...
Continuamos com a nossa viagem louca. Lá dentro, me desejaram:
- Camis, seja bem vinda ao SWU!!!
Comi um Temaki de doido... O pessoal organizou muito bem as praças de alimentação. E tinha todas as opções possíveis de comida (fala sério, nunca pensei que ia comer um Temaki no SWU!). Tinha a famosa roda gigante, que girava conforme as pessoas pedalavam nas bicicletas. Na entrada, deram para a gente um bota bituca: você fuma, e joga a bituca do cigarro dentro de um cilindro feito com material reciclado. Achei a ideia fenomenal! E funcionou bem.
Nos preparamos e fomos assistir ao show do Teatro Mágico, seguido por Jota Quest e Capital Inicial. Pulamos como loucos. E, nos intervalos de cada show, uma bendita propaganda da Heineken provocava gritos coletivos das pessoas presentes, tanto em homens quanto em mulheres. Em pensar que fomos algumas das pessoas que contribuíram pra puxar aqueles gritos coletivos no meio da plateia... Dá até orgulho!

Detalhe: depois do comercial, um cara passa bem do lado da gente vendendo Heineken. O coitado deve ter ficado surdo...
Em mais um intervalo, toca Smells Like Teen Spirit, do Nirvana. Só pra aquecer um poucquinho pros shows internacionais. Pulamos e ajoelhamos dando as mãos enquanto cantávamos. Defitivamente, era uma oração!
Depois, surge o Sublime. Um som gostoso, com um público bem receptivo. Os momentos do auge, claro, foram em Santeria e What I Got. Delírio puro, com direito a um pôr do sol que dispensa todos os comentários...



Depois do Sublime, show da Regina Spektor e da Joss Stone. Ambas lindas, carismáticas e que cantam MUITO. Logo depois do show da Joss, permanecemos no mesmo lugar pra conseguir assistir ao show do Kings of Leon. Vimos o excelente Dave Matthews Band pelo telão mesmo.
E quando o Kings of Leon subiu ao palco pra tocar abrindo com Crawl, uma vertigem tomou conta de nós. Gritamos feito loucos quando ouvimos a introdução de Molly's Chambers, seguida por uma platéia insana. Chorei muito em Revelry, me emocionei com On Call, e deliramos em Four Kicks, Sex on Fire e Use Somebody. Vi uma das minhas bandas preferidas de perto. Podia morrer feliz...
Fotos:

















Vídeos:


Na volta pra casa, todo mundo morto na van. Mas quando chegamos, conversamos ainda por um tempo antes de dormir. Escutei até gente falando que já levou esporro em excursão por arrancar pêlos de animal empalhado... Cristo!

11/10 - O último dia (pra fechar com chave de ouro).

Resolvemos acordar um pouco mais tarde, porque pra gente os melhores shows começavam ás 17:00. Achamos que estaríamos sem gás, mas pela bagunça que fizemos na van percebemos que não foi bem assim.
Nos esprememos na pista do Incubus, pois uma de nossas (melhores) amigas queria ficar bem perto pra curtir o som da banda favorita dela. Vimos o show do Avenged pelo telão. E também adorei o que vi: mandaram muito ao vivo. Aproveitei pra conhecer mais da banda. Enceraram o show com a minha favorita: Almost Easy.
O show do Incubus foi bem curto. Acredito que dava pra estender e tocar mais músicas (faltou Dig!). Mesmo assim, a abertura com Megalomaniac deixou todo mundo louco. Vi muitos 'moshs' em Anna Molly. Wish You Were Here e Oil and Water foram perfeitas.
Terminado Incubus, fomos puxados para a pista do Queens of the Stone Age. Ficamos perto e... esmagados! Uma multidão de gente teve a mesma ideia que o nosso grupo, ou seja: saíram às pressas do Incubus pra curtir Queens of the Stone Age de perto. O resultado? Parecia que estávamos dentro de um trem movimentado em São Paulo, no horário de pico. Eu estava tão apertada na galera que meus pés mal encostavam no chão, eu era levada. O bom é que fizemos muitas amizades no aperto, conhecemos irmãos austríacos e até ensinamos os dois a fezerem a brincadeira do peitinho nos outros... Fofíssimo!
O engraçado é que ninguém reclamou das encoxadas... Só em show de rock mesmo... haha.
O aperto fez com que o show atrasasse e um monte de seguranças viesse pra poder aliviar a pista. E foi nesse momento que o público arrancou: SWU, vai tomar no cu! Acho que foi o único momento do festival inteiro que eu ouvi reclamações. Mais por causa do atraso, óbvio.
Mas, quando Josh Homme e companhia subiram ao palco abrindo com Feel Good Hit Of the Summer, tudo o que eu conseguia escutar eram gritos e coros: Nicotine, Valium, Vicodin, Marijuana, Ecstasy and Alcohol... C-C-C-C-C-COCAINE!
É. Toda a espera realmente valeu a pena. O show foi incrível!
Depois de uma magnífica performance de Little Sister, Josh Homme brincou com o público:
"This one everybody knows"
E eis que começa "No One Knows", que nos obrigou a arrastar o melhor bate cabeça de todos os tempos (nenhuma porrada extrema, ninguém machucado, muita curtição).
Depois do Queens of the Stone Age, pausa pra ir no banheiro, tomar água e comer pra voltar com tudo pra pista do Linkin Park. Ainda pegamos um pouco do show do Pixies antes das luzes se apagarem anunciando a entrada da banda mais aguardada da noite. Abertura com as músicas novas, mais um bate cabeça arrastado (dessa vez, quase morremos haha), e muita loucura. Principalmente em Faint, Papercut e One Step Closer (não vi ninguém parado nessas músicas). Creio que o Linkin Park foi a banda que melhor soube distribuir as músicas no decorrer do show: teve os momentos certos das músicas mais pesadas, as mais calmas, as mais psicodélicas, etc. Gostei muito de ouvir When They Come For Me com o Chester dando uma de instrumentista. Waiting fo the End foi uma das mais bonitas, mas o auge do show mesmo foi quando Chester desceu do palco pra cantar a capela de Breaking the Habit de mãos dadas com o público. Vi muitas lágrimas sendo derramadas nessa hora.
O encerramento do show se deu com Bleed it Out, e foi a deixa para que o Dj Tiesto entrasse e encerrasse a noite. Muita gente dançando loucamente na pista. E eu morta nos gramados, cantando In The Dark olhando para o céu estrelado.

Fotos:
AVENGED SEVENFOLD:



INCUBUS:



QUEENS OF THE STONE AGE:



LINKIN PARK:



Vídeos:
http://www.youtube.com/watch?v=s6i04zO42gI

PS: na volta para a van, meu sono estava alto. Escuto, ao meu lado, o barulho de risadas abafadas, com comentários estranhos.
Os autores da risada pedem que o motorista da van aumente o som. Vanessa da Mata solta a voz com Ben Harper na música Boa Sorte.
E o motivo das risadas?
- FÓLI!!! (ou Falling, como preferirem...)
Eles tiveram a capacidade de se lembrar do vídeo abaixo... Não preciso nem dizer que foi o suficiente pra me acordar às gargalhadas. E essa vibe impediu que a gente tivesse mais capacidade de contar o dinheiro pra dar pro motorista da van... Senhor!

VÍDEO:

http://www.youtube.com/watch?v=r8FhqpdGaA0



O dia seguinte foi a despedida da casa. Comemos feito loucos, rimos juntos lembrando de cada momento único vivido naqueles dias e guardamos na memória as melhores lembranças da melhor galera e dos melhores dias de nossas vidas.

E que venha 2011, com mais uma edição, mais essa galera incrível e muita overdose de música boa!










2 comentários:

Fernando disse...

Melhor descrição do que foram esses dias..impossivel!!! me deu até arrepio le tudo isso, reve fotos e videos! dias sensacionais deixando assim impossivel acreditar que teremos dias iguais ou melhores! (mas quem sabe?) só fico triste pq uma das melhores partes de todo swu falto escrito ai........a parte do................. FÓÓÓLI

mas mesmo assim...muito bom de verdade

Milla disse...

Fariiiaaaa! Já modifiquei e inclui nosso eterno FÓLI no post. Poucas pessoas vão entender, mas não tem problema... hahaha