quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Tempestade

Dor, consigo ouvir o seu chamado.
Escuto seus sussurros em meus ouvidos à beira da cama, antes de dormir.
Meus pensamentos vagam sem rumo, numa estrada obscura
Que no final, sempre me leva até você.
Tento me distrair quando seu chamado clama por meu nome
Ao mesmo tempo que sinto prazer em sentir seus efeitos pelo meu corpo.

Minha mente já não descansa em paz: trabalha incansavelmente para se distrair.
Pela janela, escuto ventos soprarem forte, atravessando as frestas para causarem frio.
Raios cortam o céu violentamente, assustando-me.
O barulho intenso da chuva bate contra todas as paredes que servem como seus obstáculos.

Dor e tempestade caminham juntas.
Envolvem-se numa bela dança sincronizada, quase formamdo um romance.
Que tormento assistir essa dança!
Temo chegar a ser uma das protagonistas desse espetáculo cuja plateia reza para ir embora.
Temo que a tempestade invada meu ser, entre na minha casa para levar-me de meus sonhos.

Mas então, a esperança bate em minha porta.
Conforta-me como um anjo, desalinhando meus cabelos para me consolar.
O chamado da dor está quase inaudível, enquanto o barulho da tempestade logo torna-se uma tranquila canção de ninar.
O cheiro da chuva logo se torna agradável, bem como o barulho se torna suportável.

Sei que os raios hão de cessar.
Sei que o medo há de se dissipar.

E sei, acima de tudo, que a tempestade passará.
E logo o sol brilhará. Sorrindo.

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